terça-feira, 15 de novembro de 2011

Fisionomia moral de um cruzado

O primeiro aspecto que chama atenção na escultura do homem que figura nesta foto é o modo de estar de pé.

Tal escultura pode bem representar o cruzado no apogeu da Idade Média.

Ele apresenta um equilíbrio de corpo perfeito.

Os pés não são pés chatos, como os de pato, com a precária firmeza deste. Não. É a estabilidade corporal do homem, na qual não falta uma certa nota de elegância, em que entra algo de espiritual.

As pernas, o tronco, os braços, representam a solidez física perfeita de um homem que venceu a ação da gravidade.

Ele não cedeu em nada à preguiça.

Mas também não está efervescente, não tem a mentalidade do homem de negócios, que fala em cinco telefones ao mesmo tempo...

Mantém-se inteiramente tranqüilo, mas de uma tranqüilidade tal, que seu repouso se volta inteiro para a ação.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

O cerco de Arsur e o triunfo da intransigência

Godofredo de Bouillon, vitral na abadia de Saint-Denis, Paris
Após a conquista de Jerusalém, na primeira Cruzada, os principais chefes cristãos escolheram rei o Duque de Lorena, Godofredo de Bouillon.

Era um cavaleiro intrépido, famoso pela sua coragem, e a quem mais se devia a vitória.

Quando lhe perguntavam de onde vinha a força para cortar um homem ao meio só com um golpe, ele dizia que suas mãos nunca se tinham manchado com pecados de impureza.

Ao ser eleito rei de Jerusalém, recusou dizendo que “não queria ser coroado com ouro onde Jesus o fora com espinhos”. Aceitou somente o título de Barão e Defensor do Santo Sepulcro.

A cidade muçulmana de Arsur se rebelou. O exército cristão veio então cercá-la com torres rolantes e aríetes.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

São Luís, o mameluco Octai e a honra do cavaleiro cristão


A cavalaria católica deu à Igreja muitos santos, como São Luís IX, rei da França. Alcançou sua maior perfeição nas Ordens Religiosas militares, como a do Santo Sepulcro, a dos Hospitalários e a dos Templários.


O cavaleiro era respeitado e amado. Mesmo entre os infiéis o prestígio da instituição era extraordinário. Seus brasões e cruzes infundiam terror e admiração.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Santa Aliança católica contra a expansão muçulmana

Papa São Pio V vê miraculosamente a vitória das armadas católicas contra os turcos em Lepanto
O músico Fernando de las Infantas (Córdoba, 1534-1609) quis comemorar a união das forças católicas para enfrentar a expansão do poder otomano no Mediterrâneo sob o impulso do Papa São Pio V.

E compôs a partitura “Ecce quam bonum” – “Oh, como é bom, como é agradável para irmãos unidos viverem juntos”, Salmo 132 (133).

A partitura leva o o subtítulo “com motivo do Sagrado Convênio”. Quer dizer, a Santa Aliança formada pelos Estados Pontifícios, Espanha, Veneza e Malta, no fim de 1570, por iniciativa do glorioso São Pio V.

Veja vídeo
“Oh, como é bom
e agradável para irmãos
viverem juntos”

A Santa Aliança visava cortar o passo à expansão turco-maometana.

E resultou na histórica – e miraculosa – vitória sobre a frota muçulmana em Lepanto.

domingo, 11 de setembro de 2011

Covadonga: onde Nossa Senhora parou a invasão muçulmana

Gruta de Covadonga: local do milagre
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






No ano 722, em Covadonga começou a reconquista da Espanha invadida pelos árabes muçulmanos.

Foi ali que, segundo as crônicas, Pelayo (primeiro rei das Astúrias), derrotou aos seguidores de Maomé, com o auxílio miraculoso de Nossa Senhora.

Aquela vitória impossível sem intervenção sobrenatural deu início a 800 anos de Cruzada nos quais se constituiu a Espanha católica.

Cangas de Onís foi a capital do novo Reino de Astúrias até o ano 774.

Don Pelayo
Nela se estabeleceu o rei Don Pelayo, e desde ela empreendeu com seus homens diversas campanhas no norte da Espanha.

Cangas de Onís ficou com seu heróico rei como único foco de resistência ao expansionismo muçulmano até então invicto.

Do antigo e decadente reino visigodo cristão tudo tinha desaparecido.

Só ficou Don Pelayo, um punhado de valentes e, o mais valioso de tudo, o impulso vencedor da Cruz e de Nossa Senhora de Covadonga.

Veja vídeo
Covadonga:
milagre parou
invasão muçulmana
Na batalha de Covadonga, Don Pelayo portava uma Cruz com a inscrição em latim: “HOC SIGNO TVETVR PIVS. HOC SIGNO VINCITVR INMICVS”

Quer dizer: “Com este signo o piedoso é protegido. Com este signo o inimigo é vencido”.

Hoje é o símbolo de Astúrias.

Junto à gruta da vitória milagrosa e sobre um pequeno morro surge hoje o Santuário de Covadonga.

Ele foi construído com a pedra avermelhada da região que se destaca entre o verde das pradarias e das florestas.

Nossa Senhora de Covadonga, a "Santina"
Na manhã cedinho, quando a névoa envolve o vale, é fácil ver o Santuário emergindo na solidão como se estivesse pairando no ar.

Etimologicamente Covadonga significa Cova da Senhora e está unida indissoluvelmente ao nascimento da nacionalidade hispânica.

Nossa Senhora de Covadonga, a “Santinha”

Bendita seja a Rainha da nossa montanha, cujo trono é o berço da Espanha.

Causa da nossa alegria, vida e esperança nossa, abençoa nossa Pátria e mostra que teus filhos, teus são.

Don Pelayo, o vencedor dos muçulmanos em Covadonga, hoje é considerado “o símbolo de uma sociedade, que após ter caído, luta para reconquistar a liberdade, é o modelo para nós reconquistarmos uma sociedade invadida por outros bárbaros”.






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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O velho abade cruzado e o jovem traidor

Montemor o Velho, lenda do abade de Montemor, ©Rui Ornelas
Numa fria noite de Natal, em pleno século IX, o abade Dom João de Montemor, superior de todos os abades de Portugal, regressava à sua casa depois de haver celebrado.

Ao passar por uma das igrejas que havia no caminho, ia persignar-se devotamente, quando o pranto de um menino o deixou surpreso.

Aproximou-se da porta de igreja, e viu que na entrada havia uma criatura que tremia de frio. Com muita compaixão, tomou o menino, arrumou-o bem e o levou consigo ao seu palácio.

Grande foi a admiração de todos os familiares e serventes do abade, ao vê-lo aparecer com uma criança nos braços.

Explicou o ocorrido, e ordenou ao seu mordomo que dispusesse todo o necessário para que o menino abandonado fosse atendido devidamente. Com efeito, tudo de que necessitava foi-lhe proporcionado. E assim foi crescendo o menino, que recebeu o nome de Garcia.

O bom abade Dom João de Montemor, que havia já passado os umbrais da ancianidade, via com júbilo que aquele menino abandonado ia se fazendo galhardo mancebo, e certos temores que havia alentado se desvaneceram. Sucedia que o menino havia sido fruto do pecado, e o abade tinha medo de que no rapaz se demonstrasse a perversidade da sua origem.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O Brasil e os templários no plano da Providência

Milagre de Ourique
Portugal nasceu sendo rei D. Afonso Henriques. Na batalha de Ouriques, ele estava na indecisão do resultado da luta contra Castela, e apareceu a ele Nosso Senhor com as cinco chagas, pregado na Cruz, e incitando-o a que ele não perdesse o ânimo e que continuasse para frente. Porque a Providência queria um Portugal português.

Ele continuou a batalha e ganhou. E daí as cinco chagas de Nosso Senhor estarem na origem do reino de Portugal, que era antes um condado e que passou a reino no tempo dele.

A origem de Portugal e toda sua vida é, portanto, profundamente embebida de coisas católicas.

Nós dizemos que os reis de Portugal, ou Pedro Alvares Cabral, descobriu o Brasil. Essas coisas são muito controvertidas, e uma delas é flagrantemente errada.

Não foi Portugal que descobriu o Brasil. Eram portugueses os marinheiros, os capitães, a escola de navegação de Sagres, em base na qual as naves portuguesas vieram ter aqui, com Pedro Alvares Cabral dirigindo esbarraram no Brasil.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Arquivista do Vaticano diz ter esclarecido o "segredo" dos templários: eles veneravam o Santo Sudário

Arquivo Secreto VaticanoUma ciência que se ouve mencionar pouco é a Diplomática, ou “corpo de conceitos e métodos com o objetivo de provar a fidedignidade e a autenticidade dos documentos. Ao longo do tempo ela evoluiu para um sistema sofisticado de idéias sobre a natureza dos documentos, sua origem e composição, suas relações com as ações e pessoas a eles conectados e com o seu contexto organizacional, social e legal”.

Barbara FraleEssa ciência apresentou resultados que darão para falar.

Em artigo estampado no quotidiano vaticano “L'Osservatore Romano” Barbara Frale (foto), investigadora do Arquivo Secreto Vaticano, defende que, segundo os documentos que possui a Santa Sé, os cavaleiros da Ordem do Templo custodiaram e veneraram o Santo Sudário no século XIII.

A versão segundo a qual eles adoravam uma cabeça barbada não teria passado de uma difamação. Esta foi promovida pelo iníquo rei da França Felipe IV o Belo com a intenção de fechar a Ordem e confiscar seus bens.

O fechamento aconteceu em 1307 com a anuência do Papa Clemente V.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

“A Visão da Paz” ‒ Gesta Dei per Francos 18

Godefredo de Bouillon reza no Santo Sepulcro




Então, nossos líderes decidiram, em Conselho, que cada um deveria oferecer esmolas com orações, para que o Senhor pudesse escolher para Si aquele que Ele queria que reinasse sobre os outros e governasse a cidade.

Ordenaram também que todos os Sarracenos mortos fossem lançados fora por causa do odor fétido, pois a cidade toda estava cheia de corpos; e assim os Sarracenos que sobreviveram arrastaram os mortos até os portões de saída e arranjaram-nos em pilhas como se fossem casas.

Ninguém jamais ouviu nem viu um tal morticínio de pagãos, pois formaram-se piras funerárias com eles como pirâmides, e só Deus sabe o número deles.

Mas Raimundo fez com que o emir e os outros que com ele estavam fossem conduzidos até Ascalon, íntegros e ilesos.

No entanto, no oitavo dia após a tomada da cidade, escolheram Godofredo como chefe da cidade, para lutar contra os pagãos e proteger os aristãos.

No dia de São Pedro ad Vincula eles também escolheram como patriarca um homem muito sábio e honrado de nome Arnolfo.

Esta cidade foi conquistada pelos cristãos de Deus no dia quinze de julho, o sexto dia da semana.

Fonte: August C. Krey, A Primeira Cruzada: relatos das testemunhas e participantes, (Princeton: 1921), 262.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A reconquista de Jerusalém ‒ Gesta Dei per Francos 17





Finalmente, nossos chefes decidiram sitiar a cidade com máquinas de cerco, para que pudéssemos entrar e adorar o Salvador no Santo Sepulcro.

Eles construíram torres de madeira e muitas outras máquinas de cerco. O Duque Godofredo fez uma torre de madeira e outros dispositivos de cerco, e o Conde Raimundo fez o mesmo, embora fosse necessário trazer madeira de uma distância considerável.

No entanto, quando os Sarracenos viram nossos homens envolvidos neste trabalho, reforçaram enormemente as fortificações da cidade e aumentaram a altura das torres pequenas durante a noite.

Em uma determinada noite de sábado, os chefes, depois de terem decidido quais as partes da muralha eram mais fracas, arrastaram a torre e as máquinas para o lado oriental da cidade.

Além disso, montamos a torre de madrugada e a equipamos e cobrimos no primeiro, segundo e terceiro dias da semana. O Conde de St. Gilles ergueu sua torre na planície ao sul da cidade.

Enquanto tudo isso acontecia, nossa reserva de água era tão limitada que ninguém podia comprar água suficiente por um denário para satisfazer ou saciar sua sede.

Dia e noite, no quarto e quinto dias da semana, fizemos um determinado ataque à cidade de todos os lados.

No entanto, antes de fazermos este assalto à cidade, os bispos e padres convenceram a todos, exortando e pregando, para honrar o Senhor marchando em torno de Jerusalém em uma grande procissão, e se preparar para a batalha através da oração, do jejum e esmolas.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A Marcha a Jerusalém ‒ Gesta Dei per Francos 16





Assim, saímos da cidade fortificada e chegamos a Trípoli no sexto dia da semana, no dia treze de Maio, e ficamos lá por três dias.

Finalmente, o Rei de Trípoli fez um acordo com os chefes, e ele logo devolveu-lhe mais de trezentos peregrinos que haviam sido capturados lá e deu quinze mil besantes e quinze cavalos de grande valor; ele também nos deu um grande suprimento de cavalos, jumentos e de todos os bens, ficando assim, todo o exército de Cristo, muito enriquecido.

Mas ele fez um acordo com eles que se ganhassem a guerra para a qual o Emir da Babilônia estava se preparando contra eles, e pudessem tomar Jerusalém, ele se tornaria cristão e reconheceria a sua terra como (um dom) deles. E dessa forma ficou resolvido.

Deixamos a cidade no segundo dia da semana, no mês de Maio e, passando por uma estrada estreita e difícil durante todo o dia e noite, chegamos a uma fortaleza cujo nome era Botroun.

Então, chegamos a uma cidade perto do mar chamada Gibilet, na qual sofremos grande sede e, exaustos, chegamos a um rio chamado Ibrahim.

Então, na véspera do dia da Ascensão do Senhor, atravessamos uma montanha na qual o caminho era muitíssimo estreito, e lá esperávamos encontrar o inimigo armando emboscada contra nós.

Mas Deus nos favoreceu e nenhum deles se atreveu a aparecer em nosso caminho.

Então nossos cavaleiros foram à frente e abriram caminho para nós, e chegamos a uma cidade à beira-mar chamada Beirute, e daí fomos para outra cidade chamada Sidon, daí para uma outra chamada Tiro e de Tiro para a cidade de Acre.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Os turcos esmagados em Kerbogha ‒ Gesta Dei per Francos 15





A partir dessa hora [N.R.: do achado da Santa Lança] reunimos-nos em conselho de batalha. Imediatamente, todos os nossos líderes decidiram o plano de enviar um mensageiro para os Turcos, inimigos de Cristo, para perguntar-lhes afirmativamente:

‒ “Por que motivo entrastes insolentemente na terra dos Cristãos, e por que acampastes, e por que matais e assaltais os servos de Cristo?”

Quando seu discurso já tinha terminado, encontraram a Pedro o Eremita e Herlwin, e disseram-lhes o seguinte:

‒ “Ide para o exército maldito dos Turcos e cuidadosamente dizei-lhes tudo isso, perguntando-lhes porque eles ousada e arrogantemente entraram nas terras dos Cristãos e nas nossas próprias”.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

A descoberta da Santa Lança ‒ Gesta Dei per Francos 14

Descoberta da Santa Lança
Mas, um dia, quando nossos chefes, tristes e desconsolados, estavam postados diante da fortaleza [de Antioquia], um certo sacerdote veio até eles e disse:

‒ “Senhores, se vos agradar, ouvi um determinado assunto que vi em uma visão. Quando uma noite, deitado na igreja de Santa Maria, Mãe de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, o Salvador do mundo, apareceu-me com Sua Mãe e São Pedro, príncipe dos apóstolos, e parou diante de mim e disse: ‘Vós me conheceis?’

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Os turcos contra-atacam: conciliábulos muçulmanos. Segunda parte: a mãe de Curbara pressente o desastre ‒ Gesta Dei per Francos 14






A mãe do mesmo Curbara, que morava na cidade de Aleppo, veio imediatamente até ele e, chorando, disse:

‒ “Filho, estas coisas que estou ouvindo, são verdadeiras?”

‒ “Que coisas?”, disse ele.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Os turcos contra-atacam: conciliábulos muçulmanos. Primeira parte: entre os chefes turcos ‒ Gesta Dei per Francos 13





Algum tempo antes, Cassiano, Emir de Antioquia, tinha enviado uma mensagem para Curbara, chefe do Sultão da Pérsia, enquanto ele ainda estava na Chorosan, para vir ajudá-lo enquanto ainda havia tempo, porque um poderosíssimo exército de Francos tinha sitiado Antioquia.

Se o Emir o ajudasse, ele (Cassiano) lhe daria Antioquia, ou o enriqueceria com um dom muito grande.

Como Curbara tinha, há muito tempo, reunido um enorme exército de Turcos, e tinha recebido permissão do Califa, o seu papa, para matar os cristãos, ele começou uma longa marcha para Antioquia.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Conquista de Antioquia ‒ Gesta Dei per Francos 12





Não posso enumerar todas as coisas que fizemos antes da cidade ser tomada, porque não há absolutamente ninguém nestas regiões, quer seja clérigo ou leigo, que possa escrever ou relatar como as coisas aconteceram. Entretanto, vou dizer um pouco.

Havia um certo Emir da raça dos Turcos, cujo nome era Pirus [Firuz], que tornou-se grande amigo de Boemundo.

Através de um intercâmbio de mensageiros, Boemundo muitas vezes pressionava este homem para recebê-lo dentro da cidade da forma mais amistosa possível e, depois de prometer a ele o Cristianismo mais abertamente, mandou dizer que o faria rico, com muitas honras.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Os sofrimentos dos Cruzados em Antioquia ‒ Gesta Dei per Francos 11





Aconteceu em Antioquia que os grãos e os alimentos começaram a ser excessivamente caros antes da Natividade do Senhor.

Não nos atrevemos a ir para fora; não poderíamos encontrar absolutamente nada para comer dentro da terra dos Cristãos, e ninguém se atrevia a entrar na terra dos Sarracenos sem um grande exército.

Na última convocação de uma assembleia, os senhores decidiram como eles poderiam cuidar de tantas pessoas.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Em Antioquia, nas vésperas do Natal de 1098
Gesta Dei per Francos 10

Antioquia



Os Cruzados sitiaram a imensa cidade de Antioquia a caminho de Jerusalém. Instalaram-se em volta da cidade e logo começaram a sofrer falta de alimentos.
Exércitos turcos ainda viriam a atacá-los sitiá-los em acontecimentos dos mais dramáticos da I Cruzada.

Aconteceu em Antioquia que os grãos e os alimentos começaram a ser excessivamente caros antes da Natividade do Senhor.

Não nos atrevemos a ir para fora; não poderíamos encontrar absolutamente nada para comer dentro da terra dos Cristãos, e ninguém se atrevia a entrar na terra dos Sarracenos sem um grande exército.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

A Batalha de Dorileia ‒ Gesta Dei per Francos 9

Nosso Senhor Jesus Cristo à testa dos Cruzados
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




No terceiro dia, os Turcos fizeram um assalto violento a Boemundo e seus companheiros.

Os Turcos começaram a gritar, a uivar e chorar em voz alta incessantemente, fazendo um som infernal, não sei como, na sua própria língua.

Quando o sábio Boemundo viu de longe os inúmeros Turcos gritando e chorando num som diabólico, imediatamente ordenou que todos os cavaleiros desmontassem e armassem prontamente as tendas.

Antes das tendas serem levantadas, falou a todos os soldados:

‒ “Meus senhores e os mais fortes dos soldados de Cristo! Uma difícil batalha está se formando em torno de nós. Que todos avancem contra eles, corajosamente, e que a infantaria monte as tendas com cuidado e rapidez“.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A vitória de Nicéia ‒ Gesta Dei per Francos 8

Tomada de Nicéia



E assim o Duque Godofredo foi primeiro a Nicomédia, juntamente com Tancredo e todo o resto, e lá estiveram por três dias.

O Duque, na verdade, vendo que não havia estrada aberta pela qual ele poderia conduzir seu exército para a cidade de Nicéia, pois um exército tão numeroso não poderia passar pelo caminho por onde os outros haviam passado antes, enviou à frente três mil homens com machados e espadas para cortar e abrir esta estrada, para que ficasse aberta até a cidade de Nicéia.

Eles cortaram essa estrada por uma montanha muito grande e estreita, e fixaram cruzes de ferro e madeira ao longo do caminho para que os peregrinos identificassem o caminho.

Enquanto isso, chegamos a Nicéia, que é a capital de toda a Romenia, no quarto dia, um dia antes da Nona de Maio, e lá acamparam. No entanto, antes da chegada de Boemundo, tal era a escassez de pão entre nós que um pão era vendido por vinte ou trinta denários.

segunda-feira, 28 de março de 2011

“Com pavor lembrou o mouro”: romance do furor muçulmano

Neste romance, o autor, retrata a perturbação do espírito muçulmano: dominado pelo desespero e frustrado pela lubricidade.

É consumido pelo desejo de matar até encontrar ele próprio a morte.

Morte que o enche de pavor privado como está de esperança na salvação eterna.

“Con pavor recordó el moro” (Romance de Moriana), de Luis de Milán (Milão 1500 – Valencia 1561), músico de fim da Idade Média e profundamente penetrado pela Renascença.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Raimundo de Toulouse: as intrigas do imperador Alexio I Comneno ameaçam a unidade da Cruzada ‒ Gesta Dei per Francos 7

Alexios Komnenos



O Conde de St. Gilles, no entanto, foi instalado fora da cidade em um subúrbio de Constantinopla.

Assim, o Imperador ordenou ao Conde que prestasse homenagem e juramento de fidelidade a ele, como os outros haviam feito.

E enquanto o Imperador fazia essas demandas, o Conde meditava como ele poderia vingar-se do exército do Imperador.

Mas o Duque Godofredo e Roberto, Conde de Flandres, e os outros príncipes disseram a ele que seria injusto lutar contra os Cristãos.

O sábio Boemundo também disse que se o Conde fizesse qualquer injustiça ao Imperador, e se recusasse a prestar-lhe juramento de fidelidade, ele próprio tomaria o partido do Imperador.