segunda-feira, 17 de julho de 2017

A libertação da Hungria opressa pelos muçulmanos

Jan III Sobieski, rei da Polônia, salvou Viena e iniciou a liberação da Hungria
Anônimo século XVII
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Em 1526, o Sultão Solimão “o Magnífico” venceu o rei Luís II da Hungria na planície de Mohács.

Desde então, as investidas muçulmanas para adentrar ainda mais a Europa e destruir a Cristandade não cessaram de aumentar.

Veneza, Polônia e Áustria, países membros da Santa Liga convocada pelo Papa em 1683, reuniram-se para livrar a Europa desse perigo.

Na própria Mohács aconteceu o revide.

Enquanto transcorriam os acontecimentos vitoriosos para a reconquista da cidade de Buda em 1686, como foi descrito em post anterior, Veneza e Polônia também encetaram investidas contra os otomanos.

Estes, no entanto, continuavam na posse de importantes regiões húngaras. A Cristandade considerava ser preciso dar continuidade às batalhas até extinguir a ameaça dos inimigos de Cristo.

Expedição polonesa em 1686

Esse ano não foi tão bem sucedido para os poloneses. Então o rei João Sobieski, prevendo que os russos iniciariam seu avanço contra os muçulmanos, tentou nova expedição à Moldávia e concebeu ousado plano para chegar até Adrianópolis, na Turquia.

Mas Sobieski só pôde iniciar sua campanha em agosto, pois além de a aristocracia polonesa se opor a seus extensos planos, o exército tardou em se reunir.

Por sua vez, os russos acabaram não chegando, enquanto os turcos sempre se retiravam, eliminando qualquer suprimento nos lugares por onde os poloneses passariam.

Com isso, estes ficaram sem nenhuma possibilidade de vitória.

E decorrido apenas um mês do início da marcha, Sobieski foi obrigado a recuar.

Progressos de Veneza

Francesco Morosini, Doge de Veneza. Vincenzo Maria Coronelli (1650 – 1718).
Francesco Morosini, Doge de Veneza.
Vincenzo Maria Coronelli (1650 – 1718).
Os venezianos alcançaram naquele ano notáveis progressos na conquista do Peloponeso, a grande península grega.

Os morlacos e outros povos da Dalmácia, que viviam sob o jugo otomano, uniram seus esforços a Veneza.

Em junho e julho foram conquistadas na Grécia as cidades de Navarino, Argos e Náuplia, e na Dalmácia as cidades de Sinj e Herseg Novi.

A Senhoria de Veneza ficou tão satisfeita com tais êxitos, que concedeu ao comandante Francisco Morosini o título de “Peloponésico”, e ao comandante Cornaro o título de “Dalmático”.

Otto Königsmark, tenente sueco a serviço de Veneza, conquistou Modon, enquanto a cidade de Patras, capital da Acaya, caiu em poder de Morosini.

Mas as grandes conquistas venezianas desse ano foram as cidades de Corinto e Mistras, a antiga Esparta.

No ano seguinte, Königsmark recebeu o privilégio de dirigir o cerco de Atenas. Os turcos haviam convertido o templo do Partenon em armazém de pólvora; atingido por uma bomba, o orgulho da antiga Atenas voou pelos ares.

Os leões de mármore, que davam fundamento para o porto de Pireu ser denominado Porto dos Leões, foram transportados para Veneza, cujo Arsenal parecem hoje custodiar.

Em Mohács, o grande revide

O ano de 1687 também registrou outra grande vitória da Cristandade. Estando o Grão-Vizir Solimão com 120 mil homens na cidade de Osijek, Carlos de Lorena saiu a seu encontro para forçá-lo a empreender uma batalha decisiva.

Embora o exército imperial contasse com apenas 60 mil homens, as vitórias dos últimos anos haviam elevado sua confiança.

No dia 12 de agosto daquele ano, travou-se na cidade de Harkany uma batalha campal que passou para a História como a segunda Batalha de Mohács.

Vitória católica na segunda batalha de Mohács. Luiz Guilherme, margrave de Baden-Baden, e o generalíssimo Carlos V de Lorena. Wilhelm Camphausen (1818 - 1885)
Vitória católica na segunda batalha de Mohács.
Luiz Guilherme, margrave de Baden-Baden, e o generalíssimo Carlos V de Lorena.
Wilhelm Camphausen (1818 - 1885)
Ela recebeu esse nome devido à denominação da aldeia vizinha, onde 161 anos antes Solimão, o Magnífico, havia derrotado o infeliz rei húngaro Luís II e conquistado assim boa parte do país.

A vitória dos austríacos foi esmagadora. Enquanto os imperiais perderam somente mil homens, os otomanos, especialmente devido à confusão da fuga, amargaram 20 mil mortos.

Ademais, sofreram destruições e perdas consideráveis: 78 peças de artilharia, 160 bandeiras e estandartes, grande quantidade de balas, fuzis e de 300 camelos.

O príncipe Eugênio de Saboia, comandante dos dragões, completou o triunfo empreendendo o assalto ao acampamento turco.

A magnífica tenda do Grão-Vizir transformando-se no botim do príncipe Maximiliano II da Baviera.

Eugênio foi enviado a Viena com a notícia da vitória, tendo então sido presenteado pelo imperador com o retrato deste circundado de diamantes.

Quando o Sultão Maomé IV teve conhecimento de mais essa derrota, desgostado, não conseguiu comer durante três dias.



continua no próximo post: O descalabro de Maomé IV sultão do Império Otomano


(Autor: Ivan Rafael de Oliveira, CATOLICISMO).



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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Islã, “religião de paz”, ensina fazer chacinas

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Em 26 de novembro de 2016 um jovem islâmico mascarado, de uniforme militar, com os olhos fixos na câmara de vídeo exortou com firmeza que seus usuários se convertessem em assassinos de seus próprios vizinhos em nome da estrita observância dos textos religiosos do Islã.

Trata-se de mais um vídeo revelador da cobra que se aninha no “Islã, religião de paz”.

Assim inicia uma alentada, mas esclarecedora reportagem do jornal madrileno “El Mundo” sobre as ruínas da cidade síria de Al Raqah, capital do Estado Islâmico, onde aparece crucificado – atado de pés e mãos a una viga – um refém ainda com vida.

Sem dúvida, uma das últimas piedosas exortações do Califado virtual.

O “jovem” – porque na Europa é politicamente incorreto chamar de muçulmano ao muçulmano, ainda que cometa os piores e mais patentes crimes – fala em francês e suas palavras estão legendadas em inglês.

Iniciou a sinistra aula dizendo: “não há necessidade de usar armas de fogo como fuzil ou pistola. Basta usar armas brancas. Hoje aprenderemos como se utilizam com a finalidade de obter a vitória de Deus”.

“Deus”, “aprender”: são palavras que fazem vibrar de emoção a muitos ingênuos “ecumenistas”, partidários da “acolhida” e do “acompanhamento” às massas imigrantes que levam em seu seio os piores terroristas.

Tudo isso está no Corão e nos “hadiths” autênticos dessa religião que fala de paz enquanto a vítima não mostra as costas.

Após a pregação teórica, outro jovem de máscara se aproxima à infeliz vítima e põe em prática os religiosos ensinamentos tirados da pregação de Maomé.

Cada detalhe do apunhalamento da vítima indefesa é recolhido com detalhes pela câmara de alta definição, pois os terroristas fazem parte dos “pobres” do planeta, aliás empobrecidos por culpa do capitalismo, mas dinheiro não lhes falta para sua guerra.

A vítima crucificada acaba com as entranhas para fora e morre sangrado pelas feridas recebidas no pescoço, pulsos e partes inferiores, para a cinicamente piedosa “vitória de Deus”, prossegue “El Mundo”.

Islâmicos em ato de solidariedade pelo Pe Jacques Hamel degolado em nome do Islã.
Os islâmicos "ortodoxos" entram dissimulados entre os supostamente "liberais".
 Na igreja de Santa Maria in Trastevere, Roma.
Um terceiro jovem uniformizado entra numa cozinha e com ar de ensinar uma receita, ensina a montar uma bomba caseira transportável numa mochila para fazer um morticínio em local público.

O mesmo tipo de bomba usada em 22 de maio de 2017 em Manchester que matou 23 pessoas.

O jovem poderia cantar os louvores do “Deus único” no púlpito ou microfone de alguma igreja europeia, numa sessão de partilha da fé abençoada pelo bispo ou pelo pároco.

Na realidade, o apresentador é o mesmo: um ex-soldado do exército francês de 28 anos, chamado Abdelillah Himich que assumiu parte do controle da máquina midiática do ISIS em 2016. Nasceu no Marrocos em 1989. Criança ainda, migrou com a família para Lunel, na costa francesa.

Ingressou na Legião Estrangeira, foi enviado para combater os talibãs no Afeganistão, de onde desertou para entrar nos antros da delinquência e da criminalidade.

Em 2010 foi pego levando mais de um quilo de maconha de Amsterdam para Paris. Passou cinco rápidos meses no cárcere e em 2013 foi até a Síria onde ingressou no ISIS.

A mensagem de áudio deixada por seu antecessor Mohammed Al Adnani, em 2014, dava um testemunho da fé corânica universal:

“Se podeis, assassinai um infiel americano ou europeu... Matai-os de qualquer maneira. Esmagai suas cabeças com uma pedra, esfaqueai-os com facão, atropelai-os com um carro ou jogai-os de um local alto, afogai-os, envenenai-os...”. Assim será feita a “paz” no mundo.

Abdelillah não podia ser menos que seu pastor, mas ele foi mais midiático e usou Youtube e redes sociais.

Foi uma “completa campanha de comunicação multimídia destinada a convencer os seguidores europeus a cometer atentados improvisados onde quer que seja na Europa, especialmente no Reino Unido e na França”, explica “El Mundo”.

No “último produto audiovisual”, em 17 de maio, o belo “jovem” convocou explicitamente a usar veículos para atacar os cidadãos dos países capitalistas, causadores de todas as guerras.

O vídeo gravado por um americano e por um russo explicava até o pormenor como usar para os crimes da “religião de paz” pequenos caminhões e vans.

A revista Rumiyah, publicação oficial do ISIS, número 5, setembro de 2016, exibia uma faca ensanguentada com o dizer:

“O sangue dos infiéis está permitido por Deus, assim que não duvideis: espalhai-o”, frase silenciada nos sermões dos bispos “acolhedores”.

Em dezembro, explicava passo a passo como matar com faca. Em abril, descrevia o atentado de 22 de março na ponte de Westminster que causou sete mortos.

Em maio, voltava a lecionar como atentar com caminhões de modo a provocar o maior número de mortes.

Os efeitos são tristemente conhecidos. Os discípulos do “jovem” entraram em território europeu com passaporte comunitário e até foram acolhidos pelo esquema da chanceler alemã Angela Merkel.

Também tiveram à disposição prédios administrados por ONGs e organizações caritativas do clero católico.

O tunisino Anis Amri esmagou com um caminhão 12 pessoas num mercado natalino de Berlim. Em março, o britânico Khalid Masood abalroou e matou sete pedestres em Westminster.

Em junho, o britânico Khuram Shazad, o marroquino Rachid Redouane e o italiano Youssef Zaghba atropelaram e mataram com punhais oito pessoas na Ponte de Londres.

Todo o material catequético dessa “religião de paz” segue disponível na internet.

Dos púlpitos das igrejas, dos bispados e das grandes basílicas chegam uma mensagem que não parece tão fanática: “acolhei aos pobres migrantes instrumentos da paz do futuro”.

Melhor diriam, da paz dos cemitérios entulhados de cinzas de cristãos chacinados.

Se é que ainda serão enterrados numa Europa “terra do Islã”.



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segunda-feira, 3 de julho de 2017

São Raimundo Nonato o pregador da Cruzada
com a boca encadeada

Carcereiros islâmicos põem um cadeado na boca de São Ramimundo Nonato
para que não prossiga pregando. Vicente Carducho (1576 - 1638), Museo del Prado
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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sócio do IPCO,
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“São Raimundo Nonato veio à luz em Portel, diocese de Urgel, na Espanha, cerca do ano de 1200, e recebeu no batismo o nome de Raimundo.

“Nonato, non natus, foi o apelido que lhe deram porque a mãe sofreu operação cesariana e por isso seu nascimento não foi normal.

“Quanto ao pai, era pastor, segundo uns, segundo outros seria membro da família Cardona, uma das mais conhecidas na Espanha.

“Desde muito jovem, Raimundo manifestou especial devoção à Santíssima Virgem.

“Todos os dias rezava o Rosário ante sua imagem na ermida de São Nicolau de Mira. Um dia Nossa Senhora apareceu-lhe, prometendo-lhe especial proteção.

“Certa vez em que fortemente tentado, conseguiu afastar o demônio, foi agradecer à divina libertadora e em sua honra consagrou a virgindade.

“Maria testemunhou-lhe grande satisfação e o aconselhou a entrar na Ordem da Redenção dos Cativos, cuja fundação tinha inspirado, havia pouco, a São Pedro Nolasco. Raimundo obedeceu.

“Recebida a ordenação sacerdotal, consagrou-se, até 1231, ao resgate dos cativos. Libertou 140 em Valença, 250 em Argel e 28 em Tunis.

“Foi nessa cidade que teve ocasião de cumprir o voto especial em virtude do qual os mercedários se obrigavam a entregar-se e a oferecer a vida, se fosse necessário, para resgatar os cristãos prisioneiros dos infiéis.

São Raimundo Nonato aos pés de Nossa Senhora da Mercê. anônimo, Cuzco, Peru, século XVIII, Blanton Museum of Art, Austin, Texas.
São Raimundo Nonato, anônimo, Cuzco, s. XVIII
Blanton Museum of Art, Austin, Texas.
“Não tendo em seu poder a soma exigida pelos mercadores de escravos de Tunis, Raimundo ofereceu-se para os substituir.

“O cativeiro foi extremamente árduo. A fim de impedi-lo que falasse de Cristo aos carcereiros, fechavam-lhe a boca com um cadeado de ferro, que lhe perfurava os lábios, e só era aberto por ocasião das refeições.

“Depois de oito meses de tão cruel tratamento, acudiram da Espanha alguns mercedários com a importância necessária para o resgatar.

“Os últimos dez anos de sua vida passaram-se ora em Roma, onde foi procurador de sua Ordem, ora em diferentes países onde o levavam as funções de pregador de Cruzada.

“Foi assim que se deslocou até a França, encarregado por Gregório IX de insistir com São Luís para que partisse para a Terra Santa.

“Essa expedição, como se sabe, só se efetuou dez anos depois.

“Entretanto, Raimundo morreria no castelo de Cardona no dia 31 de agosto de 1240, tendo adoentado voltando de uma viagem a Roma. Tinha apenas 37 anos de idade”.

Lemos estes dados na obra monumental Histoire Universel de l'Eglise Catholique, (ed. Guillaume XII, Paris, 1885), do grande hagiógrafo Pe. Réné François Rohrbacher (1789 – 1856).

O exemplo deste santo mercedário é de uma vida cheia e uma vida marcada por toda espécie de fatos extraordinários.

Primeiro, o sinal de Nossa Senhora, aparecendo-lhe e encaminhando-o para a Ordem dos Mercedários.

Depois, a epopeia dele para a libertação dos cativos, culminando com esse tormento do cadeado.

São Raimundo Nonato, pregador da Cruzada. Antonio del Castillo  (1616–1668), Museo Camón Aznar, Zaragoza.
São Raimundo Nonato, pregador da Cruzada.
Antonio del Castillo  (1616–1668),
Museo Camón Aznar, Zaragoza.
Podemos imaginar o que se apresenta isso: uma pessoa ter um cadeado na boca em todos os momentos, até para dormir?

Como isso deve incomodar, como isso deve mexer com todo sistema nervoso?

E depois, cada vez que abre para comer, que dor deve dar?

E depois aquele tormento varando tecidos delicados como esses dos lábios para fechar de novo. Cada vez? Cada refeição? Que tormento!

Para tomar uma água, que dificuldade! E martírio ininterrupto durante meses!

Admiremos a fortaleza da alma desse homem.

Ele volta, a gente pensa que ele está arrasado, com a psique quebrada.

Não. Ele leva dez anos ainda de atividade. Ele anda pela Europa, ele vai falar com São Luís, ele vira pregador de cruzados, com seus lábios machucados, com certeza mal cicatrizados, ele obrigado ainda a fazer pregações e acaba cardeal da Santa Igreja Romana.

Ele é uma glória do Colégio Cardinalício que se veste de vermelho pela cor do sangue dos mártires.

São Raimundo Nonato é um exemplo que não deveria sair da memória de Cardeal algum, inclusive no III milênio.

Ele resistiu bem. E como toda a sua integridade psíquica continuou em ótima situação. Quer dizer, elevação de alma, com espírito sobrenatural.

Ele era um testemunho vivo de quem sofreu esse martírio para todos especialmente para os moles, adocicados que temiam padecer algum mal na Cruzada contra o Islã.

Foi um santo digno de pregar a Cruzada e aí nós compreendemos em parte o êxito das Cruzadas.

Quando a gente ouve falar de grandes pregadores que percorriam a Europa e que todo mundo se levantava para segui-los fazendo os maiores sacrifícios, aquilo parece um milagre meio inverossímil.

Mas quando a gente imagina um santo dessa natureza pregando Cruzadas, tudo se esclarece.

Chega o pregador numa cidade, toca o sino, o prefeito manda avisar que está aí o famoso frei Raimundo dos lábios machucados, do resgate dos cativos.

E frei Raimundo vai pregar uma Cruzada em nome do Papa.

Acorrem todos os nobres e todas as famílias. Ele começa a falar então no sepulcro de Cristo com sua voz e prestígio de santo, com a comunicatividade das graças de santo que ele tem.

São Raimundo Nonato coroado de espinhos por Cristo.
Diego González de la Vega (1628-1697), Museo del Prado, Madri
E aqueles cavaleiros que começam a se impressionar, as senhoras começam a chorar e concordam que seus maridos vão para a Terra Santa, embora com os piores riscos para a estabilidade da família.

Então as confissões começam. A data da Cruzada é comunicada e os preparativos começam, tudo isso porque esse santo passou por lá.

Assim é uma época que tem santos e gente sensível à voz dos santos. Quer dizer que tem homens de virtude num estado tal que a voz dos santos de fato repercute neles.

Ali se compreende tanta coisa maravilhosa que a Idade Média teve e que nossa época não tem mais.

O segredo estava isso: santos e gente sensível à voz dos santos.

Hoje, quão poucos os santos! Quanta gente insensível à voz dos santos!

E então nós temos a tragédia da situação contemporânea: os maus pregadores, pregadores de microfone, que para tentar encher igrejas que se esvaziam propõem concessões malucas à imoralidade.

Até “acolhem” as marés de invasores islâmicos contra os quais em seu século São Raimundo Nonato pregou com palavras de fogo saídas de sua boca torurada.

Peçamos a São Raimundo Nonato que desde o Céu interceda para que o mundo de hoje ouça ainda a voz dos santos, e se torne sensível aos santos que venham falar.

Sobre tudo nesta véspera de realização das advertências de Nossa Senhora de Fátima e quando o Islã voltou a bater em nossas portas com a faca, ou a Kalachnikov, pingando sangue.



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segunda-feira, 26 de junho de 2017

O Islã é a religião cruel da espada, escancara jesuíta egípcio

Imagem de Cristo salpicada de sangue de vítimas cristãs no Egito.
Imagem de Cristo salpicada de sangue de vítimas cristãs no Egito.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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Pregadores de um incompreensível e falso ecumenismo continuam a martelar que “o islã é uma religião de paz” sem olhar para os cadáveres dos cristãos massacrados por ordens de Maomé, bem registradas em seu único livro religioso, o Alcorão.

Em dioceses e templos católicos está proibidíssimo falar de “guerra de religião” ou de “terrorismo islâmico”, ainda quando na mesquita vizinha o pregador conclame a exterminar os cristãos em nome de Alá.

Em 2014, na histórica revista dos jesuítas italianos La Civiltà Cattolica – conta o vaticanista Sandro Magister –, o Pe. Luciano Larivera deixou-se levar pela realidade.

Eis o que ele escreveu num editorial sobre a ala mais extremista do Islã: “A guerra deles é de religião e de aniquilação. Instrumentaliza o poder da religião, e não vice-versa”.

Isso foi suficiente para que o referido sacerdote fosse catapultado da revista pelo seu diretor, Pe. Antonio Spadaro S.J., muito próximo do Papa Francisco.

O mantra salpicado de sangue “Islã religião de paz” voltou a ser ouvido durante a viagem do Papa Francisco ao Cairo. A visita fora precedida por horríveis massacres de cristãos que rezavam em suas igrejas.

Na véspera da viagem, o padre jesuíta Henri Boulad, concedeu no dia 13 de abril, Quinta-feira Santa, uma entrevista ao jornal L’Osservatore Romano, pertencente ao Vaticano.

O religioso é egípcio, tem 86 anos e é descendente de uma família católica de rito melquita que conseguiu fugir dos massacres na Síria no longínquo ano de 1860.

A entrevista foi reproduzida pelo vaticanista Sandro Magister em seu blog.

Como o Pe. Boulad fora reitor do Colégio dos Jesuítas no Cairo, o jornal vaticano aproveitou esse antecedente para lhe pedir exemplos concretos sobre o convívio entre muçulmanos e cristãos.

Padre Henri Boulad SJ: “As três quartas partes do Corão são um apelo à guerra, à violência e à luta contra os cristãos”
Padre Henri Boulad SJ: “As três quartas partes do Corão
são um apelo à guerra, à violência e à luta contra os cristãos”
O sacerdote chamou então o jornalista à realidade:

“Mas de qual Islã estamos falando? No Corão há versículos escritos em Meca onde Maomé fala de amor, que judeus e cristãos são amigos dele. (...)

“Mas, em Medina, Maomé mudou: de chefe espiritual passou a chefe militar e político.

As três quartas partes do Corão foram escritas em Medina e são um apelo à guerra, à violência e à luta contra os cristãos”, explicou o experimentado sacerdote.

Os doutores muçulmanos perceberam a contradição do Corão e nos séculos IX e X decidiram que os versículos belicosos de Medina revogavam os pacíficos da Meca.

E não só isso. Bibliotecas inteiras foram queimadas no Egito e na África do Norte para evitar que sobrassem edições com os versículos “heréticos”.

Por isso, “a religião muçulmana é uma religião da espada”, concluiu a resposta o Pe. Boulad.

Embebido do mantra “Islã religião de paz”, o jornalista voltou à carga citando genéricos e impessoais “observadores e analistas” que “falam de um Islã moderado”.

O velho sacerdote não temeu represálias e respondeu:

O islã moderado é uma heresia. A ideologia ensinada nos manuais escolares é radical. Todas as sextas-feiras [N.T.: dia santo da semana do Islã] as crianças têm que ouvir a pregação na mesquita.

“E é uma contínua incitação: quem deixa a religião muçulmana deve ser punido com a morte, não deve cumprimentar uma mulher ou um infiel.

“Pode ser que eles não pratiquem isso, mas os Irmãos Muçulmanos [movimento que anima os grupos extremistas] e os salafistas [rigoristas que apregoam a ‘guerra santa’ ou jihad] querem impor essa doutrina.

Atentado anti-católico no Egito.
Atentado anti-católico no Egito.
Os que têm o poder não são os muçulmanos que procuram adaptar-se à modernidade, mas os radicais, que aplicam uma interpretação literal do Corão e recusam qualquer diálogo”.

O jornalista vaticano insistiu no mantra, acenando que isso não podia ser assim porque vai contra antigos filósofos árabes como Avicenas ou Al-Ghazali.

Talvez o jornalista tenha percebido sua ignorância ouvindo a resposta do Pe. Boulad sobre o fracasso das tentativas de introduzir um pouco de racionalidade no Islã.

Pois o sacerdote explicou que o califa abássida El Maamoun – nascido em Bagdá em 786 e morto em Tarso no ano 833 – tentou uma reforma. Mas quem se lembra dele?

Prevaleceu o islã fechado e rigorista de Muhammad ibn Abd al-Wahhab.

A última tentativa de reforma havia sido feita pelo sheik Mahmoud Taha, do Sudão, que acabou enforcado em praça pública porque disse que os versículos pacíficos de Meca deveriam revogar os belicistas ferozes de Medina.

O "eu acuso!" do Pe. Henri Boulad SJ: “a religião muçulmana é uma religião da espada”
O "eu acuso!" do Pe. Henri Boulad SJ: “a religião muçulmana é uma religião da espada”
O jornalista procurou então fugir do assunto, perguntando sobre outros problemas do Egito atual.

O Pe. Boulad falou do crescimento do ateísmo nesse país, cuja religião oficial é o Islã e onde há mais de dois milhões de ateus porque muitos não suportam mais a religião da incitação à violência ou das execuções capitais.

Não querem mais saber do fanatismo do cerimonial islâmico, que é uma repetição mecânica de gestos e orações, explicou o sacerdote. A queda no ateísmo é algo inteiramente novo no Egito e no mundo árabe. Porque eles correm o risco de serem mortos.

É claro que uma entrevista como esta não teve eco na grande mídia brasileira ou mundial.

Mídia “livre e democrática” zelosa contra as “fake news” e defensora dos “direitos humanos”, mas que censura e distorce à vontade a informação.



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