segunda-feira, 14 de agosto de 2017

São João Damasceno: Doutor da Igreja explica erros do Islã

São João Damasceno, Padre e Doutor da Igreja (676 -749)
São João Damasceno, Padre e Doutor da Igreja (676 -749)
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





São João Damasceno (675 – 749) como seu nome indica nasceu em Damasco, capital da Síria, ocupada havia não muitos anos pelo invasor islâmico.

Paradoxalmente, foi filho de um importante ministro católico do Califa, e neto de um ministro do imperador cristão de Bizâncio. Ele próprio, iniciou sua carreira na Corte do supremo chefe islâmico.

Na época, muitos acreditavam que o Islã era mais uma das muitas heresias e cismas que devoravam o Oriente cristão.

No convívio quotidiano, São João Damasceno percebeu que o Islã era uma outra religião que visava o extermínio do cristianismo.

Retirou-se como monge a Jerusalém e desde ali empreendeu douta e destemida pregação, com homilias e escritos. Ele abriu os olhos dos católicos para os erros e os enganos da religião de Maomé, além de muitas outras grandes heresias da época, especialmente a dos iconoclastas.

São João Damasceno é Doutor da Igreja e sua festa comemorada em 27 de março foi transferida em 1969 para o 4 de dezembro, dia de sua morte.

Poucos doutores estão mais habilitados em ciência e em experiência do que ele para falar sobre o Islã. Ouçamos o que ele nos ensina:


1. Há entre os ismaelitas [árabes] uma superstição enganosa sempre ativa, que serve de precursora do Anticristo.

Ela tem sua origem em Ismael, nascido de Abraão e Agar. É por isso que eles são chamados agarenos ou ismaelitas.

Também os chamam de sarracenos, porque, ao que parece, foram devolvidos sem nada por Sara. Pois Agar disse ao anjo: “Sara mandou-me embora sem nada”.

[N.T.: Realmente significa “povo do deserto” em grego. Este termo não tem nada a ver com o nome Sara. Ele deu “sarrasins” em francês.]

Os sarracenos eram idólatras e adoravam a estrela da manhã, como também a Afrodite.

Este nome na língua deles significa Majestoso (Habar), razão pela qual até o tempo de Heráclio eles eram certamente idólatras.

2. A partir dessa época, surgiu no meio deles um falso profeta; chamava-se Maomé.

Ele ouviu algumas vezes o Antigo e o Novo Testamento, e acredita-se que em seguida encontrou um monge ariano. Finalmente, acabou criando sua própria heresia.

Depois, desgostoso, fez crer ao povo que era um “temente a Deus”, e mandou espalhar o boato de que um livro santo [o Alcorão] lhe fora trazido do céu.

Ele começou a escrever em seu livro sentenças das quais só se pode rir, e deu-as a seus seguidores para que as obedeçam.

Maomé no inferno (acima na direita). Giovanni di Pietro Falloppi, ou da Modena (1379 – 1455), Cappella Bolognini.
Maomé no inferno (acima na direita).
Giovanni di Pietro Falloppi, ou da Modena (1379 – 1455), Cappella Bolognini.
Ele dizia que só existia um Deus único, criador de todas as coisas, que não engendrou nem foi engendrado.

Dizia que Cristo era a Palavra de Deus e seu Espírito, que ele foi criado e é um servo, que nasceu da estirpe de Maria, irmã de Moisés e de Arão.

Porque, diz ele, a Palavra de Deus e o espírito entraram em Maria, e ela deu à luz Jesus, que foi um profeta e servo de Deus.

Ele afirma que os judeus, tendo violado a lei, queriam crucificá-lo, e após prendê-lo, crucificaram sua sombra, mas o verdadeiro Cristo, dizem eles, não foi crucificado nem morreu; porque Deus o levou para junto de si no céu, porque Ele o amava.

Ele afirma que quando Cristo subiu aos céus, Deus interrogou-o, dizendo: “Ó Jesus, tu disseste que eu sou o Filho de Deus, e Deus?”

E Jesus, afirmam eles, respondeu: “Tem misericórdia de mim, Senhor; sabes que eu não me vangloriaria de ser teu servo, e que eu não lhes disse isso; mas os homens que se desviaram escreveram que eu falei desse modo, e contam mentiras sobre mim, e enganaram-se a si próprios”.

E eles dizem que Deus lhe respondeu: “Eu sabia que tu não dirias uma coisa dessas”.

E embora ele introduzisse nesse escrito muitos outros absurdos que só podem ser objeto de ridículo, Maomé insiste que isso lhe foi transmitido do céu por Deus.

Quanto a nós, perguntamo-nos: “Quem pode testemunhar que Deus lhe deu esses escritos? Que profeta anunciou antecipadamente que apareceria semelhante profeta?”

E porque eles ficaram surpresos e envergonhados, acrescentamos que Moisés recebeu a Lei no Monte Sinai à vista de todo o povo, quando Deus apareceu na nuvem e no fogo, nas trevas e na tempestade.

Ficaram assombrados pelo fato de que todos os profetas, começando por Moisés e aqueles que vieram depois dele, predisseram a vinda de Cristo, e também que Cristo é Deus e que o Filho de Deus virá, encarnando-se, que será crucificado, morrerá e que será o juiz dos vivos e dos mortos.

E então, quando lhes perguntamos:

“Como é que vosso profeta não veio dessa forma, havendo outras pessoas que testemunham sobre ele?

“Porque, ao contrário de Moisés, a quem Deus deu a Lei enquanto o povo via e que a montanha estava envolta pela fumaça, Deus não deu a vosso profeta o escrito em vossa presença.

“Do contrário, também vós poderíeis ter certeza”.

E eles respondem que Deus faz o que lhe aprouver.

Isso, dizemos nós, também sabemos; mas como é que esse escrito desceu até o vosso profeta? Isso é o que vos perguntamos.

E eles respondem que o santo livro desceu sobre ele enquanto dormia.

Maomé no inferno com as vísceras abertas. Gravura de Gustave Doré (1832 – 1883) para a Divina Commedia de Dante Alighieri.
Maomé no inferno com as vísceras abertas.
Gravura de Gustave Doré (1832 – 1883)
para a Divina Commedia de Dante Alighieri.
Assim, nós lhes dizemos, brincando, que posto ter recebido o Corão enquanto dormia, ele não tinha consciência do que estava acontecendo, [N.: defeito no texto original].

Quando voltamos a lhes perguntar:

“Como é que, apesar de em seus escritos sagrados ele vos tenha ordenado nada fazer nem receber sem a presença de testemunhas, não lhe perguntastes:

“Prova primeiro, com o apoio de testemunhas, que tu és um profeta e que vieste de Deus, e que escrito santo testemunha em teu favor?”

Eles ficam em silêncio porque estão envergonhados.

Posto não terdes permissão para casar sem testemunhas ou para comprar qualquer coisa ou para adquirir bens (não tendes sequer o direito de comprar sem testemunha sequer um burro ou qualquer outro animal), e assim, pois, comprais mulheres, propriedades, burros e tudo mais, na presença de testemunhas; mas só aceitais sem testemunhas vossa fé e vossos escritos sagrados.

Isso provém do fato de que a pessoa que vos deu os escritos não tirou sua autoridade de lugar algum.

Além disso, não há ninguém conhecido que tenha testemunhado antecipadamente sobre isso.

Deve-se acrescentar que o Profeta recebeu essa coisa enquanto dormia.

3. Chamam-nos ademais de “idólatras” porque, argumentam eles, nós introduzimos um sócio ao lado de Deus, dizendo que Cristo é o Filho de Deus e é Deus.

Nós lhes respondemos:

“Isto é o que as Escrituras e os profetas nos transmitiram, e vós, como o proclamais, aceitais a autoridade dos profetas.

“Se, portanto, estávamos errados afirmando que Cristo é o Filho de Deus, então aqueles que nos ensinaram e nos transmitiram tais escritos também se enganaram”.

“Alguns sarracenos sustentam que nós adicionamos essas coisas, manipulando os profetas.

“Outros proclamam que foram os judeus que, cheios de ódio, nos enganaram com falsos escritos de profetas para nos desviar do caminho.

“Mais uma vez, nós lhes respondemos:

“Dado que dizeis que Cristo é a Palavra e o Espírito de Deus, então como podeis nos tachar de idólatras?

“Porque a Palavra e o Espírito são inseparáveis daquele em quem tudo isto tem a sua origem. Se a palavra está em Deus, é evidente que ela também é Deus.

“Se, por outro lado, ela está fora de Deus, então Deus, na vossa opinião, carece de palavra e de Espírito.

“Então, tentando não associar pessoas a Deus, vós mutilates Deus.

“Ter-vos-ia sido mais vantajoso dizer que Deus tem uma pessoa associada, em vez de mutilá-lo e apresentá-lo da mesma forma que se faria com uma pedra, madeira ou qualquer outro objeto inanimado.

“É assim que vós nos chamais erradamente de “idólatras”. Em sentido contrário, chamamo-vos de “mutiladores” (Koptas) de Deus”.

São João Damasceno, Padre e Doutor da Igreja (676 -749).
São João Damasceno, Padre e Doutor da Igreja (676 -749).
4. Eles nos acusam injustamente de idólatras, porque veneraramos a cruz, e eles a desprezam. A isto respondemos:

“Como é que esfregais vossa Kaaba numa pedra e manifestais vossa veneração por essa pedra beijando-a?”

Alguns respondem dizendo que Abraão manteve relações sexuais com Agar nessa pedra; outros dizem que esse é o lugar onde ele amarrou seu camelo antes de sacrificar Isaac.

E nós lhes respondemos:

“Posto que a Escritura diz que havia uma montanha e uma floresta, da qual Abraão cortou a lenha para o holocausto sobre o qual ele deitou Isaac, e também que ele deixou os burros atrás com os servos; de onde tirais vossa história?

“Nesse lugar não havia madeira proveniente de floresta alguma, nem sequer sendeiro para os burros”.

Ei-los então embaraçados. No entanto, continuam afirmando que se trata da verdadeira pedra de Abraão.

Nós lhes respondemos:

“Suponhamos que isso que vós dizeis de modo insensato seja verdade. Não sentis vergonha alguma de beijar a pedra, só porque Abraão teve relações com uma mulher ou porque amarrou seu camelo nela?

“E nos vituperais porque veneramos a cruz de Cristo, por meio da qual o poder dos demônios e a astúcia do Diabo foram aniquilados!!!”

Portanto, aquilo que chamam de “pedra” é na verdade a cabeça de Afrodite que eles adoram. Chamavam-na de Haber, e ainda hoje vemos entalhes na pedra, aqueles que os entendem veem nela gravações.

5. Como já mencionamos, Maomé inventou muitas histórias e atribuiu a cada uma um título como, por exemplo, O Tratado da Mulher.

“Nesse escrito ele admite que alguém pode ter legalmente quatro mulheres e mil concubinas, se puder dar-se esse luxo, com tal de manter também as quatro mulheres.

“Todos podem repudiar cada uma de suas esposas segundo o seu desejo e recasar-se com outra mulher.

“Ele criou essa lei por causa da seguinte história.

“Maomé tinha um amigo chamado Zaid. Esse homem tinha uma mulher bonita pela qual Maomé se apaixonou.

Certo dia em que os dois amigos estavam sentados juntos, Maomé disse: “Escuta, meu amigo, Deus me ordenou casar com tua esposa, para que ela se torne minha”.

Ao que o amigo respondeu: “Tu és um apóstolo, faz como Deus te disse; pega a minha esposa”. E a repudiou.

Ou melhor, para contar a história desde o início, ele lhe disse: “Deus me ordenou dizer-te que tens que repudiar tua mulher”.

Poucos dias depois, ele retomou: “Mas agora Deus ordenou que eu a tome por esposa”.

Maomé numa representação imaginária turca.
Maomé numa representação imaginária turca.
E após levá-la e cometer adultério com ela, inventou a seguinte lei: “Quem quiser, pode mandar sua mulher embora. Mas, se após o divórcio ele quiser voltar para ela, é preciso que a mulher tenha anteriormente sido casada com outra pessoa. Pois não está permitido recuperá-la, a menos que ela tenha se recasado com outra pessoa. Um irmão pode casar com a mulher repudiada por seu irmão, se assim o desejar” (...)

7. Maomé também fala do Tratado da Mesa. Ele afirma que Cristo pediu a Deus uma mesa, e ela lhe foi dada.

“Porque, segundo relatou, Ele respondeu: “Eu te dei, bem como a seus companheiros, uma mesa incorruptível”.

também o Tratado da Novilha e algumas outras estórias, das quais só se pode rir, e não vamos falar de todas devido a seu grande número.

“Ele criou uma lei dizendo que homens e mulheres devem ser circuncidados, e ordenou-lhes que não observassem o sábado nem se fizessem batizar.

“E, de um lado, mandou-lhes comer o que está proibido na Lei, e de outro se absterem de alimentos que a Lei permite; também proibiu beber vinho”.


(Fonte: “De Haeresibus” de São João Damasceno, apud Blog Valentin Beziau)




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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Sonâmbulos e sem filhos marcham felizes rumo à degola

Nenhum dos líderes dos maiores países europeus tem filhos.
Na foto: a alemã Merkel, a britânica May, o francês Macron e o italiano Gentiloni.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Nunca houve tantos políticos sem filhos governando a Europa como hoje, registrou Giulio Meotti, editor cultural do jornal italiano “Il Foglio”, reproduzido pelo Gatestone Institute. 

Mas que ninguém os critique, pois será execrado como “fundamentalista” cristão, para o qual não há tolerância nem perdão.

Esses políticos são modernos, de mente aberta, multiculturais, sabem que “tudo termina com eles”, promovem a agenda LGBT e estão conscientizados de que o planeta não pode suportar a maioria de seus atuais habitantes.

Em curto prazo, escreve Meotti, não ter filhos é um alívio, pois significa não gastar dinheiro com a família, não fazer sacrifício, nem ter alguém para queixar-se das consequências futuras, conforme consta em uma pesquisa investigativa financiada pela União Europeia, “sem filhos, sem problemas!”

Se porventura houver problema de consciência – que não pode existir –, consulte um padre, que ele lhe dirá, com a “Amoris laetitia” na mão, que pode-se fazer de tudo, e que a infidelidade conjugal, o pecado e o inferno não existem.

A verdade é que, como ressalta Meotti, “ser mãe ou pai, no entanto, significa que se aposta, de forma legítima, no futuro do país que se governa”.

A Europa vai ficando irreconhecível habitada por outros povos não cristãos
A Europa vai ficando irreconhecível habitada por outros povos não cristãos
Muitos dos líderes mais importantes da Europa, porém, não têm filhos: a chanceler alemã Angela Merkel, o primeiro-ministro holandês Mark Rutte, o francês Emmanuel Macron; o primeiro-ministro sueco Stefan Löfven e o primeiro-ministro escocês Nicola Sturgeon.

o primeiro-ministro luxemburguês Xavier Bettel foi recebido oficialmente no Vaticano de mãos dadas com seu parceiro homossexual. Mais um acompanhamento coonestado pela “Amoris laetitia”!

O jornalista italiano cita a propósito o filósofo alemão Rüdiger Safranski: Para aqueles que não têm filhos, pensar em termos de gerações vindouras perde a relevância. Portanto, eles se comportam como se fossem os últimos e se consideram como se estivessem no fim da cadeia.

A Europa está cometendo suicídio ou no mínimo os líderes europeus decidiram se suicidar, ressaltou Douglas Murray no jornal “The Times”.

Os europeus hoje têm pouca vontade de ter filhos, de lutar por si ou até mesmo de defender seu ponto de vista em uma discussão.

Angela Merkel – prossegue Meotti – tomou a decisão fatal de abrir as portas da Alemanha para um milhão e meio de migrantes.

Chanceler alemã Angela Merdel tira selfie com imigrante. A entrada maciça de migrantes pode mudar a sociedade alemã para sempre
Chanceler alemã Angela Merdel tira selfie com imigrante.
A entrada maciça de migrantes pode mudar a Alemanha para sempre
Merkel, que não tem filhos, é tida de ‘Mãe Misericordiosa dos migrantes’, mas evidentemente pouco se importa com a perspectiva de o influxo maciço de migrantes mudar a sociedade alemã provavelmente para sempre.

Dennis Sewell escreveu recentemente no “Catholic Herald” que a inculpação da 'civilização ocidental' aumenta enormemente o pânico demográfico.

Isso já aconteceu em Gibraltar no remoto ano 714, quando os invasores islâmicos quase extinguiram a civilização cristã na Espanha e atingiram o coração da França, até serem barrados em Poitiers.

O resto da história implicou oito séculos de guerras de Reconquista para repor as coisas em seu lugar.

Mas visigodos, francos e espanhóis tinham filhos para restaurar a boa ordem. Quem restaurará a Europa se continuar assim?


Merkel reflete a sociedade germânica: segundo a União Europeia, 30% das alemãs não têm filhos, e entre as universitárias a percentagem vai a 40%.

A ministra da defesa alemã Ursula von der Leyen salientou que se a taxa de natalidade não voltar a crescer, o país terá que “apagar as luzes”.

Ou, por outra, as únicas luzes que ficarão acesas serão as dos lares e mesquitas islâmicas.

O Institut National d'Études Démographiques estima que um quarto das mulheres europeias nascidas nos anos 1970 poderá ficar sem filhos.

Macron rejeitou a afirmação de seu predecessor, o socialista François Hollande, que em meio às explosões dos caminhões-bombas chegou a blasfemar contra o ‘politicamente correto’, dizendo que “a França tem um problema com o Islã”.

As populações clamam para não desaparecer num naufrágio demográfico e religioso. Mas não têm vigor para refazer grandes famílias
As populações clamam para não desaparecer num naufrágio demográfico e religioso.
Mas não têm vigor para refazer grandes famílias
Macron é contra a suspensão da cidadania dos jihadistas, apesar de todas as evidências que clamam pelo contrário, escreveu o editor cultural do “Il Foglio”.

O presidente francês se sente autorizado a achar que o Estado Islâmico não é islâmico e decreta quem é o quê na religião de Maomé.

“O problema não é o Islã, mas certos comportamentos tachados de religiosos e depois impostos àqueles que praticam aquela religião”, pontificou o novo presidente.

Macron fala do colonialismo como “crime contra a humanidade”. Mas esse crime não existe quando o Islã coloniza qualquer país derramando rios de sangue.

O filósofo Mathieu Bock-Coté definiu Macron, de 39 anos, casado com sua ex-professora de 64, como símbolo da “feliz globalização, livre da memória da glória francesa perdida”. Ou símbolo do coveiro de um glorioso passado de dezessete séculos.

A “Manif Pour Tous”, movimento contra o “casamento” homossexual na França, viu em Macron o “candidato antifamília”.

Mas este escolheu para nome de seu partido o slogan “En Marche!” (Em Marcha!), visando encarnar as elites globalizadas e descristianizadas engajadas numa evolução que se autodestrói enquanto caminha.

Os líderes fundamentalistas islâmicos mandam usar os filhos como instrumento de invasão e ocupação dos países ex-cristãos
Os líderes fundamentalistas islâmicos mandam usar os filhos
como instrumento de invasão e ocupação dos países ex-cristãos
Rumo a quê? – O líder turco Erdogan incentiva os muçulmanos a terem “cinco filhos”, e os imãs islâmicos exortam os fiéis a “terem filhos”.

Para quê?

Para ocupar o território dos infiéis cristãos envelhecidos e desfibrados. A História se repete: querem conquistar a Europa!

Os novos invasores criam o choque de civilizações no coração da Europa por meio de caminhão, bomba, punhal ou de qualquer outro argumento tirado do “Islã, religião de paz”.

Eles escarnecem os anfitriões ocidentais pelo fato de os verem suicidar-se, ficar voluntariamente sem população, sem valores, e abandonar sua própria cultura.

É claro que ao olharem para Merkel, Rutte, Macron e outros, esses islâmicos vão achar que a hora profetizada pelo Corão chegou.

“Nossos líderes europeus – conclui Meotti – estão caminhando como sonâmbulos para o desastre. Eles não se preocupam se no final de suas vidas a Europa ainda será a Europa”.

Joshua Mitchell pergunta-se num ensaio se vale a pena “construir um mundo”. E a resposta cínica aflora como um haraquiri final: “A longa cadeia de gerações já fez isso por nós. É hora de nos divertirmos”.



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segunda-feira, 31 de julho de 2017

O descalabro de Maomé IV sultão do Império Otomano

Os janízaros derrotados nas portas de Viena, Martino Altomonte, (1657 – 1745)
Os janízaros derrotados nas portas de Viena, Martino Altomonte, (1657 – 1745)
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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continuação do post anterior: A libertação da Hungria invadida pelos muçulmanos



Uma das principais consequências da derrota de Mohács para os turcos foi a perda da Eslavônia. Reunindo-se após a fuga, o exército muçulmano começou a proclamar que a culpa cabia ao Grão-Vizir Solimão, “o Trapaceiro”.

Este astuto, percebendo que oferecendo riquezas aos soldados conseguia acalmá-los, fugiu para Constantinopla.

Os amotinados elegeram Siawusch Paxá como novo Grão-Vizir e enviaram uma petição ao Sultão, na qual pediam a deposição de Solimão.

Quando Maomé IV confirmou a nomeação de Siawusch, os amotinados exigiram a execução de Solimão e se puseram imediatamente em marcha contra Constantinopla. A perplexidade de Maomé IV foi imensa.

Para aplacar a fúria dos insurrectos, o Sultão condescendeu e enviou ao acampamento a cabeça do antigo Grão-Vizir.

Não obstante, os rebeldes continuaram avançando, pedindo depois a cabeça de todos os altos funcionários que lhes desagradavam. Em Constantinopla havia urgente necessidade de troca no trono.

O subgovernador turco Koproli e os chefes religiosos muçulmanos depuseram então Maomé IV, substituindo-o por Solimão, seu irmão mais velho. Maomé IV resignou-se à sua sorte, enquanto Solimão II, muito apreensivo e vacilante, subiu ao trono em 9 de novembro de 1687.

Com a chegada dos amotinados a Constantinopla, a cidade esteve durante algum tempo exposta a todos os horrores praticados por uma sublevação soldadesca.

Os rebeldes exigiam a cabeça de seus adversários; se lh’a entregavam, exigiam dinheiro; se este lhes era concedido, reclamavam postos e empregos. E foram aceitas todas as suas imposições.

Indignado com aquela situação, o agar chefe dos Janízaros apunhalou o principal promotor da rebeldia, mas foi feito em pedaços pelos amotinados.

Quando o próprio Siawusch tentou restabelecer a paz, seu palácio foi cercado e assaltado, sendo ele morto pelos mesmos que o haviam escolhido.

Constantinopla esteve durante alguns dias na situação de cidade tomada de assalto. Em nenhum motim anterior de soldados ocorreram fatos tão escandalosos.

José I foi coroado rei da Hungria com 9 anos
e imperador do Sacro Império com 26 anos.
Johann Huber (1668 – 1748) Schönbrunn Palace
Os habitantes da cidade começaram então a se levantar contra a sublevação. Intimidados, os sublevados perderam o ânimo.

Mas, naquela fase, muitas províncias haviam seguido o exemplo da capital, Constantinopla, que entrou em caos.

Coroação de José I na Hungria

Os imperiais aproveitaram essas turbulências e avançaram rapidamente, conquistando a fortaleza do rebelde Tököly.

Ao mesmo tempo, Tebas caiu em poder dos venezianos, e pouco depois Knin, na Croácia.

Alba Regia foi recuperada no ano seguinte, após um século e meio de domínio turco.

O Marquês Luís de Baden-Baden penetrou na Bósnia e derrotou o seu paxá em Derventa.

Carlos de Lorena se dirigiu à Transilvânia e fez anunciar ao príncipe Miguel Apaffy que esperava um recebimento amistoso, a libertação de seu país dos turcos.

Havia alguns anos que se discutiam tratativas de paz com a Transilvânia. Apaffy permaneceria em seu posto e, se aceitasse, haveria liberdade religiosa, além de muitas outras concessões.

Com a chegada do exército imperial às fronteiras, a decisão precisava ser tomada. Em 27 de outubro de 1687 ajustou-se em Blaj uma aliança entre o Imperador austríaco Leopoldo I e o príncipe Apaffy.

Em 31 de outubro realizou-se em Bratislava uma Dieta, convocada por Leopoldo I. Como resultado dessa assembleia, José, o primogênito do imperador, com apenas nove anos, recebeu o título de Rei da Hungria.

Em 9 de dezembro de 1687, o Primaz húngaro Jorge Szelepcsényi, Arcebispo de Esztergom, teve aos 90 anos a felicidade de colocar a coroa de Santo Estêvão na cabeça do descendente dos imperadores.

Esse fiel prelado, que havia prontamente ajudado o imperador nas duras despesas da guerra, aproveitou a ocasião para exortar o jovem rei com estas nobres palavras:

“Vence sobre teus inimigos exteriores, vence sobre a meia-lua! Mas, dentro da pátria, sê rei, o altar ao qual todos os súditos se dirijam com confiança.

“A maior defesa e apoio do rei é ser amado. Crê-me, um rei nunca pode fiar-se em medidas que inspirem o temor.

“Não serás feliz, se não fizeres os outros felizes. Vive, portanto, ó rei, de forma a seres amado por Deus e também por teus povos”.

Hungria finalmente libertada

Maximiliano Emanuel, Príncipe eleitor de Baviera. Joseph Vivien (1657-1735) Alte Pinakothek, Munique
Maximiliano Emanuel, Príncipe eleitor de Baviera, tomou Belgrado.
Joseph Vivien (1657-1735) Alte Pinakothek, Munique.
Em 6 de setembro de 1688 os cristãos, sob comando do príncipe da Baviera, conquistaram Belgrado, a última grande cidade húngara em poder do inimigo.

Na batalha, 7.000 morreram e 1.300 foram aprisionados. O terror por tantas derrotas foi tão grande, que o sultão enviou mensageiros de paz.

Para completar a vitória, Leopoldo I anunciou anistia geral para todos os que voltassem a obedecer ao rei.

Tököly, líder dos húngaros aliados dos turcos, temendo uma deserção geral, tentou impedi-la com o terror: 15 nobres foram empalados, 10 enforcados e 96 foram decapitados.

Em vão! Entre as tropas rebeldes, a deserção foi enorme. Dentro de 35 dias, 14 condes, 17 condados e 12 cidades livres reais juraram fidelidade ao rei.

Mais do que poder político, conquistar a Hungria era para os muçulmanos uma porta para a destruição da Cristandade.

Belgrado não pôde gozar por muito tempo de sua liberdade. Pouco depois, a cidade foi novamente dominada pelos inimigos. Em futuro post será exposta a batalha definitiva.


Notas:

Principal fonte consultada:Historia Universal, Juan Baptiste Weiss, Editora Tipografia La Educación, Tradução da 5° edição alemã, Barcelona, 1930, Vol. XI, p. 921 a 930.

(Autor: Ivan Rafael de Oliveira, CATOLICISMO).



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segunda-feira, 24 de julho de 2017

Carta do Pe. Boulad ao Papa Francisco sobre o Islã: “os cristãos esperam de vós algo mais que declarações vagas e inócuas”

Papa Francisco reza com líder islâmico na ex-catedral Hagia Sophia, Constantinopla, arrancada pela força pelos invasores turcos
Papa Francisco reza com líder islâmico na ex-catedral Hagia Sophia, Constantinopla,
arrancada pela força pelos invasores turcos
Luis Dufaur
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Numa entrevista ao “National Catholic Register” o Pe. Henrique Boulad, ex-provincial dos jesuítas no Egito, comentou a carta que enviou em agosto ao Papa Francisco, sobre a sua posição tolerante em relação a esse inimigo da Civilização Cristã:

“Parece-me que sob o pretexto de abertura, tolerância e caridade cristã, a Igreja Católica caiu na armadilha da ideologia esquerdista liberal que está destruindo o Ocidente.

“Qualquer coisa que não se compagine com essa ideologia é imediatamente estigmatizada em nome do ‘politicamente correto’.

“Muitos pensam que algumas de vossas posições estão alinhadas com essa ideologia e que vós ides, por complacência, de concessões em concessões, de compromissos em compromissos, às expensas da verdade.”

Prossegue o Pe. Boulad em sua advertência:

“O Ocidente está num total fracasso ético e moral, religioso e espiritual.

“E não é relativizando a dolorosa realidade que se ajudará essas sociedades a emergirem de sua confusão.

“Defendendo o Islã a todo custo e procurando exonerá-lo dos horrores cometidos em seu nome todos os dias, se acabará por trair a verdade.”

Argumenta ainda o jesuíta:

“Jesus nos disse: ‘a Verdade vos tornará livres’. Foi porque Ele recusou qualquer compromisso a esse respeito que sofreu o destino que O aguardava.

“Seguindo-O, um sem-número de cristãos preferiu o martírio ao compromisso. É o caso até hoje, no Egito e em muitos outros lugares.”

Pe. Boulad SJ: “seguindo Jesus, um sem-número de cristãos preferiu o martírio ao compromisso”
Pe. Boulad SJ: “seguindo Jesus, um sem-número de cristãos
preferiu o martírio ao compromisso”
O Pe. Boulad insiste:

“Com extrema fragilidade, os cristãos — tanto do Leste quanto do Oeste — estão esperando de vós algo mais que declarações vagas e inócuas que podem obscurecer a realidade.

“Vosso predecessor, o Papa Bento XVI, teve a coragem de tomar uma posição clara e sem ambiguidade.

“Sua atitude levantou [contra ele] uma grande oposição e conquistou-lhe muitos inimigos.

“Mas a confrontação franca não é mais salutar que um diálogo baseado no compromisso?”.

O arguto jesuíta, fazendo a distinção entre ”promotores da paz” e “pacifistas”, diz estas severas palavras ao Sucessor de Pedro:

“Já é hora de emergir de um silêncio vergonhoso e embaraçado em face desse Islamismo que ataca o Ocidente e o resto do mundo.

“Uma atitude sistemática e conciliatória nossa é interpretada pela maioria dos muçulmanos como sinal de medo e fraqueza.

“Jesus nos disse: Bem-aventurados os que promovem a paz, e não: Bem-aventurados os pacifistas. Paz a qualquer preço é pura e simplesmente uma traição à verdade.”



Pe. Boulad SJ: “Nós vamos para uma confrontação, uma conflagração!”






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