segunda-feira, 25 de abril de 2016

São Francisco Xavier sobre os muçulmanos: peste grosseira e escravizadora que vive na ignorância de seus dogmas

São Francisco Xavier, igreja do Gesù, Roma
São Francisco Xavier, igreja do Gesù, Roma
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Excerto de carta de São Francisco Xavier SJ, aos padres e irmãos da Companhia de Jesus em Roma.

 Ela foi escrita em Amboine (também Amboina ou Ambon), nas Ilhas Molucas, no dia 10 de maio de 1576.

A Carta é a nº 58 do epistolário do apóstolo da Índia, Japão e China.

As Ilhas Molucas hoje fazem parte da Indonésia.


9. Sobre as Molucas, é um arquipélago considerável, quer dizer, um país constituído por um número infinito de pequenas ilhas; mas não é certo que elas não se liguem ao continene por algum lado.

Todas essas ilhas são muito povoadas. Seria fácil reuni-las sob o império da Cruz, se houvesse misionários e se nossa Sociedade pudesse instalar uma casa.

É por isso que eu consagraria todos meus esforços para obter uma fundação nesta extremidade do mundo; eu vejo desde já a perspectiva da expansão de suas conquistas.

10. Em Amboine, de onde vos escrevo, os pagãos são bem mais numerosos que os maometanos e têm horror deles, porque os obrigam a usar o turbante, ou os reduzem à escravidão.

Pois a maioria dos idólatras sente um horror igual pelo nome de Maomé e da escravidão; e se tivessem missionários, eles entrariam sem esforço no rebanho de Jesus Cristo, cuja doutrina lhes causa infinitamente menos repugnância que a do pretenso profeta. . .

Relicário com um dos braços de São Francisco Xavier, igreja do Gesù, Roma
Relicário com um dos braços de São Francisco Xavier,
igreja do Gesù, Roma.
Há setenta anos que essa peste maometana veio infeccionar esta ilha; antes, todo o país era pagão. É de Meca, cidade da Arábia onde se conserva a execrável carcaça de Maomé, que saíram esses cádis ou sacerdotes muçulmanos, que vieram aportar nestas regiões sua infame doutrina e perverter a multidão.

Esses sarracenos, conquistadores sobre as ruínas da idolatria, são grosseiros, vivem numa ignorância completa dos dogmas do islamismo, do qual só fazem uma profissão exterior; é com base na própria ignorância deles que eu deposito minhas esperanças de atraí-los ao rebanho da Igreja.

11. Das demais coisas, eu vos daria maiores detalhes, para que, participando de minha preocupação, vós concebais, do mesmo modo que eu, toda a tristeza que dá a um cristão a perda diária de tantas almas.

Ah! que aqueles que aspiram a vir em nosso socorro não hesitem e não duvidem, ainda que não sejam profundamente versados nas belas letras e nas belas artes!

Eles saberão que já estão suficientemente penetrados delas vindo aqui pela causa de Jesus Cristo, pois só terão que tratar com homens pouco instruídos, para os quais é inútil fazer uma demonstração de ciência e espírito.

Se cada ano este país visse chegar somente doze homens, o islamismo seria destruído dos pés à cabeça, e a Cruz reinaria nestas regiões; crimes abomináveis dos quais a ignorância é a única causa não sujariam mais esta nação; não se veria mais entre os habitantes desta ilha crueldades, barbáries, perfídias de arrepiar. (…)

(Apud “Cartas de S. Francisco Xavier, Apóstolo das Índias e do Japão, traduzidas da edição latina de Bolonha de 1795” par A.M.F***, Editor T. I, Paris-Lyon, 1828, Carta LVIII, p. 234 e ss.)



GLÓRIA CASTELOS CATEDRAIS ORAÇÕES HEROIS CONTOS CIDADE SIMBOLOS
Voltar a 'Glória da Idade MédiaCASTELOS MEDIEVAISCATEDRAIS MEDIEVAISORAÇÕES E MILAGRES MEDIEVAISHERÓIS MEDIEVAISCONTOS E LENDAS DA ERA MEDIEVALA CIDADE MEDIEVALJOIAS E SIMBOLOS MEDIEVAIS

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Refugiados cristãos acossados por muçulmanos em asilos alemães pensam voltar ao Oriente Médio

Cristãos emigrados pensam em voltar para o Oriente Médio. Na foto Mosul, Iraque.
Cristãos emigrados pensam em voltar para o Oriente Médio. Na foto Mosul, Iraque.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



“Muitos cristãos que chegaram à Alemanha provenientes do Oriente Médio sofrem pressões tão fortes nos campos de prófugos por parte dos imigrantes muçulmanos, que preferem voltar para as suas casas”, escreveu o superior do mosteiro ortodoxo de São Jorge, a 100 quilômetros de Berlim, Daniel Irbits.

Segundo o site “Religión en Libertad”, ele denunciou a dramática situação dos cristãos nos campos de acolhida – parece ironia – alemães numa carta ao ministro federal para os Assuntos Especiais, Peter Altmaier que também é membro do Conselho para a Integração, órgão do governo.

O primeiro a denunciar em extensa reportagem as violências que sofrem os cristãos nos campos de prófugos da Alemanha foi o jornal “Die Welt”.

Nos campos de asilados, os cristãos são “ameaçados de morte e tratados como animais pelos muçulmanos. Com grande preocupação e vergonha, soubemos que os migrantes cristãos procedentes da Síria, da Eritreia e de outros países, ficam expostos a ultrajes, perseguições e violência por parte de seus colegas muçulmanos em nossos campos de prófugos”, escreveu o monge Daniel ao ministro responsável da acolhida. Os casos, infelizmente, “não são raros e a violência vai até ameaças de morte e feridas graves”, acrescentou.

As vítimas são sobretudo “os ex-muçulmanos que se converteram ao cristianismo”, porque são considerados “apóstatas, pessoas que já não têm direito a viver”.

Muitos “já não conseguem dormir à noite nos asilos e estão obrigados por exemplo a se refugiar na igreja da Santa Trinidade
Letra N de Nazareno, termo usado em menosprezo pelo Corão pintada no muro de uma casa, depois declarada 'Propriedade do Estado Islâmico', no Iraque.
Iraque: letra N de Nazareno, termo usado em menosprezo pelo Corão
pintada no muro de uma casa declarada 'Propriedade do Estado Islâmico'.
, na rua Südendstrasse, no bairro de Berlin-Steglitz”.

“Muitos, prossegue a carta, inclusive querem voltar a seu país de origem porque, embora esteja em guerra, acham que isso é um mal menor comparado com a situação em que vivem nos campos alemães”.

“Não é possível que a Alemanha desrespeite suas leis para beneficiar os muçulmano e, além do mais, lhes garanta “a construção de mesquitas improvisadas nos asilos. É inaceitável, do nosso ponto de vista, que as forças da polícia não intervenham ou o façam raramente, para não dizer nunca, para resolver os conflitos religiosos”, acrescentou.

As pregações sentimentais em favor da invasão de migrantes islâmicos na Europa ficam desprovidas de sinceridade e credibilidade ante fatos como os descritos com pormenor pelo “Die Welt” e por “Religión en Libertad”.



GLÓRIA CASTELOS CATEDRAIS ORAÇÕES HEROIS CONTOS CIDADE SIMBOLOS
Voltar a 'Glória da Idade MédiaCASTELOS MEDIEVAISCATEDRAIS MEDIEVAISORAÇÕES E MILAGRES MEDIEVAISHERÓIS MEDIEVAISCONTOS E LENDAS DA ERA MEDIEVALA CIDADE MEDIEVALJOIAS E SIMBOLOS MEDIEVAIS

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Um diálogo sincero entre um rei santo e um ímpio maometano

Caravaca de la Cruz: santuário erigido para custodiar a relíquia da Verdadeira Cruz.
Caravaca de la Cruz: santuário erigido para custodiar a relíquia da Verdadeira Cruz.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




continuação do post anterior: Batalha de São Fernando contra os mouros na Espanha


Sultão: Tranquilo, sim... o deve estar, e com sobrada razão, quem não tem coração, ou como o teu, que é de neve!

De grande ruindade se necessita – disse ruindade?, de covardia! – para vir neste dia falar de uma Cruz bendita, de um Deus que será um qualquer, e que na verdade e não gracejando, será um criado de Maomé dos de mais baixa extração.

São Fernando: Ímpio, cala esses lábios!

Sultão: Cristão, não alces o grito, pois para um lenho e um mito não há ofensa nem agravos. Seu valor é tão minguado e tão mesquinho seu preço, que só com meu desprezo considero-o muito bem pago.

Já verás, grande General, dentro de breves momentos, essas cruzes e esses contos aonde vão parar.

Caravaca de la Cruz: confraria de mouros.
Caravaca de la Cruz: confraria de mouros.
Já verás o fim que têm teus orgulhos altaneiros e esses míseros guerreiros que lutar contra mim vêm. Sangue, lodo e confusão ficarão apenas deles antes que o Sol seus resplendores retire desta mansão.

E ao golpe dos cutelos de minhas hostes agarenas [descendentes de Agar] cobrirão estas arenas os corpos dessas falanges, e uma por uma cortadas suas cabeças desgrenhadas, em minhas altas fortalezas ordenarei sejam penduradas, onde a águia e o milano, com suas garras como o ferro, não deixem rastro de um cão desse exército cristão.

E essa Cruz tão altaneira, falsa, enganosa e mentirosa, a olharás convertida em mastro de minha bandeira.

O que eu disse? Loucura foi elevá-la a tal destino: a queimo... e teu Deus divino que a tire da fogueira.

São Fernando: Maldito sejas, agareno, maldita a tua raça moura e maldito quanto adora esse povo sarraceno. Infame, blasfemo, vil, escória suja do inferno, aborto do mesmo inferno e venenoso réptil!

Já para ti não há perdão, africano mal nascido, que de meu peito ouviste a piedosa compaixão.

Guerra de morte, miserável! Guerra sem quartel, para ti e essa canalha asquerosa e desprezável; e extermínio, sangue e fogo, que façam de seus ídolos farrapos e reduzam a cinzas esse Alá que renego!

Caravaca de la Cruz: confraria de cristãos.
Caravaca de la Cruz: confraria de cristãos.
Só isto espero, traidor! Só isto espero, covarde! Tremes? Pois onde está tua gabolice de arrogância e valor? O que fizeste daqueles brios que mostravas belicoso quando humilde e silencioso escutei teus desvarios?

Que grande mentira revela esse rosto contorcido, de uma simples mulherzinha mais próprio que de um soldado.

Sultão: Cristão!

São Fernando: Não há um só minuto a perder. Escuta: quiseste luta? À luta, até morrer ou vencer.

Manda mouros aos milhões, traz teus estados inteiros, que um punhado de guerreiros basta para as tuas legiões.

Diz a Alá que te empreste luz, diz a ele que de sua altura desça e em minha presença ultraje a minha Santíssima Cruz!

Cruz bendita, Cruz gloriosa, Mãe do mundo cristão, vem e que o cão africano se cegue ao ver-te tão formosa.

Vem em minha ajuda, vem radiante de glória e preside a vitória dos filhos de teu Deus.

Andor da relíquia da Cruz em Caravaca
Andor da relíquia da Cruz em Caravaca
Vem a essa luta e goza, pois a pele desse agareno cobrirá o pó e a lama por onde tua carruagem passar.

Vem que teu filho está aqui, e terminando esta guerra não haverá um só lugar na Terra onde não se adore a Ti. À batalha agora mesmo!

Sultão: Mas se o prazo se dilatasse.

São Fernando: Encontrar-te-ei, ainda que te ocultasses no seio do abismo! Tua cabeça é minha ambição, dar-te morte, meu desejo, e cuspir em teu rosto feio, minha maior satisfação. Afasta-te mouro ímpio!

Sultão: Voltarei, cão cristão...

São Fernando: Não voltarás, africano, juro-o pelo meu Deus.

Sultão: Guerra de morte, cristão!

São Fernando: Guerra de morte, sarraceno!

Sultão: Viva nosso Alá agareno!

São Fernando: Viva nossa Cruz bendita!

Povo: VIVA!







GLÓRIA CASTELOS CATEDRAIS ORAÇÕES HEROIS CONTOS CIDADE SIMBOLOS
Voltar a 'Glória da Idade MédiaCASTELOS MEDIEVAISCATEDRAIS MEDIEVAISORAÇÕES E MILAGRES MEDIEVAISHERÓIS MEDIEVAISCONTOS E LENDAS DA ERA MEDIEVALA CIDADE MEDIEVALJOIAS E SIMBOLOS MEDIEVAIS

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Invasão muçulmana: nos asilos alemães,
os refugiados islâmicos agridem aos cristãos

Lutas étnico-religiosas entre imigrantes é lugar comum nos asilos alemães.
Lutas étnico-religiosas entre imigrantes é lugar comum nos asilos alemães.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



Na Alemanha, os refugiados cristãos (parcela muito minoritária do total) estão expostos ao assédio e à violência dos islamistas nos próprios asilos montados pelo governo alemão.

Funcionários de etnia turca ou árabe contratados pelo governo para garantir a segurança fingem não saber e olham para longe, informou o jornal “Die Welt”.

“Contusão no crânio, trauma no lado direito do tórax, hematoma monocular, trauma abdominal. O paciente foi espancado por quatro pessoas encarregadas da segurança e apresentava enorme dor de cabeça e no abdômen” – assim descreve o Pronto Socorro da Clínica Hessian Hochtaunus os ferimentos do iraniano Ajdin de 31 anos (nome alterado por segurança.)

“Acusavam-me de ter insultado o Islã, me batiam e chutavam-me na cara”, disse o iraniano convertido ao cristianismo.

Quase diariamente, ele e outros 13 cristãos do asilo Oberurseler são insultados por refugiados muçulmanos, especialmente quando deixam ver suas pequenas Bíblias nas mãos nos dia de adoração.

“Não posso esperar outra coisa de alguns companheiros de quarto, mas que os guardas também desprezem a nossa fé, nós nunca teríamos imaginado”, disse.

As agressões religiosas e étnicas inspiradas no Corão viraram moeda corrente nos asilos da Alemanha.
As agressões religiosas e étnicas inspiradas no Corão
viraram moeda corrente nos asilos da Alemanha.
Ajdin acabou quase inconsciente e os paramédicos tiveram de levá-lo ao hospital com colar cervical. As descrições dos iranianos e da Sociedade Internacional para os Direitos Humanos (SIDH), que acompanha o evento, são coincidentes.

“Eles foram retirados do asilo e agora estão empregados em outros lugares”, disse diretor geral Peter Haller.

“Nas casas de Berlim, a situação piorou para os cristãos, desde que as autoridades recorreram a árabes para cuidar da segurança”, disse Gottfried Martens, da Igreja Evangélica Luterana Independente (Selk).

O porta-voz da política de integração do partido democrata-cristão CDU em Hesse, Ismail Tipi, lamentou ter subestimando as maquinações islâmicas que se montam nos asilos.

“Salafistas e outros islamitas radicais estão ativos neles”, disse.

Esses deploráveis episódios patenteiam como a onda de invasão islâmica da Europa pouco tem a ver com os pretextos habitualmente aduzidos. Por trás da penetração das massas islâmicas há um intuito de erradicar o cristianismo, e especialmente a Igreja Católica.

E o intuito é tão radical que os leva a agredir brutalmente aqueles que seriam seus companheiros de infortúnio, mas que professam a fé de Jesus Cristo.



GLÓRIA CASTELOS CATEDRAIS ORAÇÕES HEROIS CONTOS CIDADE SIMBOLOS
Voltar a 'Glória da Idade MédiaCASTELOS MEDIEVAISCATEDRAIS MEDIEVAISORAÇÕES E MILAGRES MEDIEVAISHERÓIS MEDIEVAISCONTOS E LENDAS DA ERA MEDIEVALA CIDADE MEDIEVALJOIAS E SIMBOLOS MEDIEVAIS

segunda-feira, 28 de março de 2016

Batalha de São Fernando contra os mouros na Espanha

Caravaca de la Cruz: andor da relíquia da Santa Cruz em procissão escoltada por cavaleiros cristãos
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Na cidade espanhola de Caravaca de la Cruz, região de Murcia se realiza todos os anos um rico e original cerimonial para adorar uma relíquia da Santa Cruz.

O Ritual do Banho da Santíssima e Verdadeira Cruz nasceu na Idade Média, quando Caravaca era terra de fronteira com o Reino muçulmano de Granada e constitui um dos mais antigos desse gênero.

A cerimônia vem sendo celebrada pelo menos desde o ano 1384.

Pelo fato das guerras contínuas promovidas pelos islâmicos contra os cristãos a procissão e adoração da Cruz foi sempre acompanhada por uma escolta militar.

Após a expulsão dos mouros do território espanhol invadido a Sagrada Relíquia da Cruz continuou saindo em procissão do Santuário até o ‘banho’, fora dos muros da cidade.

Este singular ‘banho’ consiste em que uma parte do relicário da Cruz é submergido nas águas limpas e claras da fonte e que banharão, ou regarão, as férteis terras.

O Templete onde está a fonte das águas que vão ser abençoadas
O Templete onde está a fonte das águas que vão ser abençoadas

A Solene Procissão do Banho

A procissão sai da Paróquia do Salvador em direção ao chamado Templete [Templinho], levando o augusto relicário com a cruz de Cristo em esplêndido andor de prata.

Simbolicamente desfilam confrarias de “Mouros” e Cristãos, precedendo o carro procissional da Cruz.

Quando este carro chega ao alto da encosta, onde se divisa o Templete, realiza-se a vistosa ré-encenação do Parlamento entre o sultão mouro Ceyt Abuceyt, e o rei São Fernando III o Santo, acontecido em 1231.

Diálogo entre o rei santo e o sultão

O Parlamento ou conversa prévia ao combate era frequente na Idade Média e visava um entendimento que evitasse a luta e o derramamento de sangue.

O diálogo entre os dois monarcas, na sua versão atual foi escrito por José Ortega Martínez, membro da Confraria da Vera Cruz de Caravaca, em 1883. (ver embaixo o vídeo)

Como conta a história, a reconciliação foi impossível e os dois líderes, o santo e o maometano, empurraram suas tropas para a batalha.

Desde o alto da encosta, uma grande Cruz preside o magnifico campo de batalha, e espera que se dirima a luta, a fim de descer majestosa para seu ‘banho’ nas águas do Templete.

Trata-se de uma das cenas históricas das mais sugestivas: os reis preparados, rodeados por suas respectivas hostes com espadas, cutelos, estandartes e bandeiras, enquanto a Cruz preside a discussão.

O sacerdote imerge a Cruz na fonte e abençoa as águas
O sacerdote imerge a Cruz na fonte
e abençoa as águas
A encenação é vivida com intensidade e os espectadores, atentos ao discorrer das estrofes, participam com aplausos de repulsa e aprovação.

O posterior simulacro de combate, lembrança da batalha verdadeira acontecida outrora, dá lugar a uma luta desgarrada, insultos recíprocos, o triunfo da Cruz, sons de clarins, gritos, confrontos, ruídos de espadas, disparos e cheiro de pólvora dos trabucos, símbolos dos dois exércitos com cujas vozes as pessoas se animam.

A Bênção das Águas

Após o Parlamento e a batalha, realiza-se o Banho da Cruz e a Bênção das Águas.

A região é semiárida é a rega é fundamental. A devoção pedia que em sinal de impetração à Providência Divina que tudo rege com sabedoria, as próprias águas que iam fertilizar as terras fossem abençoadas especialmente.

Depois do ‘banho’, a procissão continua até a noite pelas ruas centrais da cidade até a Paróquia do Salvador, onde a relíquia fica exposta para adoração.


Tradução do Parlamento




Eis o texto do ‘Parlamento’ com as palavras do rei santo e do insolente chefe islâmico:

São Fernando: Convoquei-te, e vieste pressuroso à convocação; peço à minha Cruz bendita que o céu te faça ditoso.

Sultão: No Parlamento me anunciaram os sons de teus clarins, e venho saber as razões que te impulsionaram a tal. Sê breve.

São Fernando: Já o verás, pois assalta-me a impaciência em fazer cumprir minha consciência um sagrado dever.

Sultão: Diz, pois, cristão.

São Fernando: Sultão! Nossos bravos soldados, frente a frente situados, prontos para a luta estão.

O relinchar dos brutos e o ranger das couraças se ouvem quais ameaças de desolação e de luto. Logo os resplendores desse sol que nos ilumina se converterão em penumbra cheia de sangue e horrores.

E esse tapete matizado de violetas e tomilhos, e esses ternos passarinhos que cantam nos galhos, e essas fontes cristalinas nas quais se olham os céus, e esses mansos riachos, essas colinas bordadas, ruínas ficarão amanhã da destrutora guerra e não haverá um palmo de terra que não tenha uma tumba humana.

Sultão: Tétrica é a descrição que fazes da guerra. Crês que meu ânimo se aterra? Termina já o teu sermão.

São Fernando: Sê indulgente, grande Sultão, e um momento mais escuta.

Sultão: Vamos, cristão, à luta.

Caravaca de la Cruz, confraria de cristãos.
Caravaca de la Cruz: confraria de cristãos.
São Fernando: É que eu a quero evitar. Quero que sejamos irmãos, que como tais nos amemos, e só adoremos ao Deus que nós cristãos adoramos.

Que não busques outra luz do mundo em nosso caminho que a do farol divino de minha Santíssima Cruz.

Que jamais ostentar deixes, essas relíquias mentirosas de seitas envilecidas, que obras são dos hereges.

Que te inspires em meu Deus, de Céus e Terra Rei, e de sua divina Lei caminheis sempre em pós.

Que apagues teu fero rancor e a fazer paz te decidas, para salvar estas vidas que vai ceifar o aço, e com nobreza e honra os exércitos unidos, a partir de hoje fiquem convertidos à graça do Criador.

O falar-te neste estilo já vês que não me envergonha, cumpri assim com minha consciência e espero o julgamento tranquilo.



continua no próximo post: Um diálogo próprio de um rei santo com um ímpio maometano





GLÓRIA CASTELOS CATEDRAIS ORAÇÕES HEROIS CONTOS CIDADE SIMBOLOS
Voltar a 'Glória da Idade MédiaCASTELOS MEDIEVAISCATEDRAIS MEDIEVAISORAÇÕES E MILAGRES MEDIEVAISHERÓIS MEDIEVAISCONTOS E LENDAS DA ERA MEDIEVALA CIDADE MEDIEVALJOIAS E SIMBOLOS MEDIEVAIS