segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Cristãos formam milícias contra o Estado Islâmico

O australiano Reece Harding (direita)  faleceu combatendo contra o Estado Islâmico na Síria.
O australiano Reece Harding (direita)  faleceu combatendo contra o Estado Islâmico na Síria.



Magro, alto, com barba, terno preto, cabelo impecavelmente penteado, Matthew VanDyke deixou os EUA para ir organizar um exército de cristãos no Iraque e combater o Estado Islâmico.

E se tudo correr bem seguirá para a Líbia e a Nigéria. Ele diz ter também pedidos provenientes do Paquistão e das Filipinas.

Em 2015 VanDyke treinou por volta de 400 cristãos iraquianos para combater o IS (Estado Islâmico, siglas em inglês). Em janeiro e fevereiro foram por volta de 330. Todos eles são membros da Unidade de Proteção da Planície de Nínive (NPU, em inglês). Ele pretende criar “a melhor força de infantaria do Iraque”, escreveu o jornal El Mundo, de Madri.

Junto com VanDyke trabalham três tenentes-coronéis e pelo menos um Boina Verde dos EUA. Sua organização já recebeu centenas de candidaturas de voluntários ocidentais que querem ir lutar contra os fanáticos islâmicos no Iraque. Ele aceita apenas uma mínima parte.

VanDyke aguarda uma licença do Departamento de Estado dos EUA para que sua organização Filhos da Liberdade Internacional – SOLI possa operar no Iraque como empresa privada de segurança.

Ele também quer expandir suas atividades a outras milícias cristãs capazes de operações ofensivas, algo a que não estão acostumadas devido à sua tradição defensiva.

Milícias cristãs anti-ISIS na aldeia cristã de Bakufa, norte de Mosul.
Milícias cristãs anti-ISIS na aldeia cristã de Bakufa, norte de Mosul.
O SOLI recolhe donativos de mais de 20 países, mas a imensa maioria vem da comunidade cristã americana.

VanDyke se define como “cristão” e declara “afinidade com outros cristãos”, mas nega ser determinado pela religião.

“A razão pela qual me engajei é achar uma solução para o problema do Estado Islâmico. Durante anos eu vi o fracasso da comunidade internacional na Síria e, pelo contrário, testemunhei como na Líbia foi suficiente uma intervenção muito modesta da OTAN para melhorar as coisas”.

Ele é um aventureiro que tirou um Master de Relações Internacionais na Universidade de Georgetown antes de partir de moto de Madri até o Afeganistão.

Ele quer salvar a comunidade cristã do extermínio. Porém, deplora a moleza e a falta de reatividade do Ocidente. “Hoje o pessoal não se mobiliza. Ficamos convencidos de que com um ‘curti’ no Facebook já é suficiente para mudar as coisas”.

Na Austrália, o jovem Reece Harding, 23, recebeu enterro de herói após falecer na Síria combatendo contra o Estado Islâmico.

A família ficou muito emocionada com a adesão popular e pediu ao governo australiano que se engaje mais pelos sírios que defendem sua pátria, informou o jornal The Australian.

Reece foi o segundo australiano que morreu combatendo os fanáticos maometanos na Síria. O outro foi o reservista Ashley Johnston.


Também mulheres voluntárias contra o Estado Islâmico:





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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Islâmicos comemoram invasão – A perda de Jerusalém 4




continuação do post anterior: Saladino ocupa a Cidade Santa

Depois que o povo cristão deixou a cidade conquistada, Saladino só se ocupou em celebrar seu triunfo.

Entrou em Jerusalém [em 2 de outubro de 1187] precedido por seus estandartes vitoriosos; um grande número de imanes, de doutores da lei, de embaixadores de vários príncipes muçulmanos, formavam-lhe o cortejo.

Todas as igrejas, exceto a do Santo Sepulcro, tinham sido convertidas em mesquitas. O sultão fez lavar com água de rosas, vinda de Damasco, as paredes do pavimento da mesquita de Ornar e lá colocou ele mesmo o púlpito construído por Nu al-din.

“Ouviu-se a voz dos que chamam para a oração, diz Emmad-Eddin; os sinos calaram-se. A fé exilada voltou ao seu asilo: os derviches, os devotos, os grandes, os pequenos, todos vieram adorar o Senhor. Do alto do púlpito elevou-se uma voz que advertiu os crentes do dia da ressurreição e do juízo final.”

Na primeira sexta-feira que fie seguiu à entrada do sultão em Jerusalém, o povo e o exército reuniram-se na principal mesquita; o chefe dos imanes subiu ao púlpito do profeta e agradeceu a Deus as vitórias de Saladino.

“Glória a Deus, disse ele, aos seus numerosos ouvintes; glória a Deus que fez triunfar o islamismo e quebrou o poder dos infiéis!

Louvai comigo ao Senhor que nos restituiu Jerusalém, a morada de Deus, a residência dos santos e dos profetas.

Foi do seio dessa cidade sagrada que Deus fez viajar seu servidor durante as trevas da noite.

Foi para facilitar a Josué a conquista de Jerusalém que Deus deteve outrora o curso do sol. É nessa cidade que devem no fim dos tempos, reunir-se os povos da terra.”

Depois de ter lembrado as maravilhas de Jerusalém o pregador do islamismo dirigiu-se aos soldados de Saladino e os felicitou por terem enfrentado os perigos e por terem derramado seu sangue para fazer a vontade de Maomé.

“Os soldados do profeta, disse ainda ele, os companheiros de Abu-Becker e de Ornar, marcaram vosso lugar na milícia celeste, e vos esperam entre os eleitos do islamismo.

“Testemunhas do vosso último triunfo, os Anjos regozijaram-se à destra do Eterno; o coração dos enviados de Deus exultou de alegria, Louvai, pois, comigo ao Senhor.

“Não vos deixeis, porém, levar pelas fraquezas do orgulho, e principalmente, não julgueis que vossas espadas de aço, vossos cavalos rápidos, como o vento, venceram os infiéis.

“Deus é Deus; só Deus é poderoso; Deus vos deu a vitória. Ele vos ordena que não vos detenhais numa carreira gloriosa na qual Ele mesmo vos leva pela mão.

“A guerra santa! A guerra santa! eis a mais certa das vossas adorações, o mais nobre dos vossos costumes.

“Cortai todos os ramos da impiedade, fazei o islamismo triunfar por toda a parte, libertai a terra das nações contra as quais Deus está irado”.

O chefe dos imanes rezou depois pelo califa de Bagdá, e terminando a oração, citando Saladino, exclamou:

“Ó Deus, velai pelos dias do vosso fiel servo, que é vossa espada afiadíssima, vossa estrela resplandecente, o defensor do vosso culto, o libertador da vossa morada santa. Deus! Fazei que seus anjos cerquem seu império e prolongai seus dias, para a glória do vosso nome.”

Assim, o povo, as leis, a religião, tudo estava mudado na infeliz Jerusalém. Enquanto nos santos lugares ressoavam hinos de culto estrangeiro, os cristãos afastavam-se tristemente, na mais profunda miséria e detestando a vida que os muçulmanos lhes haviam poupado.

Repelidos por seus irmãos do Oriente, que os acusavam de ter entregado o Santo Sepulcro aos infiéis, eles erravam pela Síria, sem socorro e sem asilo; muitos morreram de fome e de dor; a cidade de Trípoli fechou-lhes as portas.

No meio dessa multidão perdida, uma mulher levada pelo desespero atirou o filho ao mar, amaldiçoando a barbárie de seus irmãos cristãos.

Os que foram para o Egito sentiram-se menos infelizes e comoveram o coração dos muçulmanos: muitos embarcaram para a Europa, onde foram com gemidos, relatar as desgraças de Jerusalém.

Dizia-se então, entre os cristãos, que aquela cidade tinha caído como Nínive ou Babilônia: as crônicas contemporâneas, pelo menos, não explicam de outro modo esse fato, pois tudo então se explicava ou pela santidade ou pela corrupção dos fiéis.

Sem dúvida a corrupção concorreu para a decadência da Cidade Santa; todavia uma decadência tão rápida, teve várias outras causas que já foram indicadas no curso desta história.

Os impérios muçulmanos caíam quando os primeiros cruzados chegaram à Ásia; mas Deus permitiu que esses impérios se tornassem a erguer, sob a mão de vários príncipes poderosos, por suas armas e por seu gênio.

O reino de Godofredo, que os tinha vencido com trezentos cavaleiros, já não tinha o que era necessário para lhes resistir.

Os chefes que a providência lhes dera, pareciam unicamente mandados para anunciar que toda glória ia terminar.

À força de ver no trono de Davi, mulheres, crianças, reis doentes, príncipes fracos, não se teve mais fé em seu porvir, e o entusiasmo guerreiro e o patriotismo cristão foram sufocados pela discórdia e por não sei qual espírito de fatalidade.

Por fim ouviu-se até um rei da Cidade Santa exclamar no campo de batalha: O reino está perdido!

Foram suficientes algumas semanas para a realização dessa profecia, tão estranha na boca de um rei.

Acrescentamos aqui, e esta causa é a principal de todas, que o espírito das Cruzadas, que havia operado tantos prodígios, se vinha enfraquecendo há muito tempo, e com ele tudo o que ele havia fundado no Oriente.

continua no próximo post: Os Papas convocam à reconquista de Jerusalém



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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

De jovem moderno a terrorista suicida do Islã

Seifeddine Rezgui formado em informática e fã de breakdance provou as decadências de Ocidente e se jogou na suprema decadência suicida islâmica
Seifeddine Rezgui formado em informática e fã de breakdance provou as decadências de Ocidente
e se jogou na suprema decadência suicida islâmica



Seifeddine Rezgui foi um jovem estudante tunisiano de 23 anos como muitos outros, sendo conhecido pela sua paixão pelo breakdance. Porém, um dia ele apareceu vestindo roupas negras e abrindo fogo contra turistas numa praia, matando 38 deles.

Ele tinha obtido um master profissional no Instituto Superior de Estudos Tecnológicos (Iset) de Kairouan, no centro da Tunísia. E não era procurado pelos serviços de segurança do país, pois seu ambiente familiar era normal, explicou um porta-voz do ministério do Interior, citado pelo jornal Le Monde de Paris.

A súbita transformação de Seifeddine Rezgui em terrorista solitário admirador do Estado Islâmico surpreendeu sua família e sua cidade. A rede local El Hiwar Ettounsi perguntou: “Como é possível que um universitário diplomado passe de um jovem bem-sucedido nos estudos a um terrorista matador de inocentes?”

Seu pai é um simples pedreiro que não consegue se recuperar do choque emocional. O espantoso terrorista, segundo seu primo Nizar, parecia uma pessoa normal, que trabalhou num bar e ia rezar na mesquita junto com os clientes do local. Todo o contrário de um “soldado do califado”.

Cultura da morte encontra no Islã sua melhor expressão
Cultura da morte encontra no Islã sua melhor expressão
Mas um comunicado do Estado Islâmico dissipou todas as ilusões: ele era bem um deles e o atentado se inseriu na onda de crimes anti-ocidentais dos fanáticos islâmicos.

Todos concordam que ele era fã do breakdance e há até um vídeo gravado por ele.

Porém, os habitantes de sua cidade haviam notado nele um isolamento esquisito. Ele havia afundado na Internet com um fanatismo singular. E não falava o que fazia quando surfava. Talvez nesse período ele tenha viajado clandestinamente para a vizinha Líbia, onde poderia ter recebido treino e possivelmente armas.

Seifeddine Rezgui não era um religioso islamita obcecado pelo Corão. Como muitos outros soldados do Estado Islâmico, ele apresentava sinais de intoxicação igualitária e corrupção moral característica do mundo ocidental.

É como se o veneno anárquico e sensual que dissolve a Europa e o mundo ex-cristão tivesse sido inoculado numa pessoa de contexto cultural árabe e que essa mistura explosiva fez dele um assassino suicida.

Como em outras épocas, aliás, também o foram guerrilheiros e terroristas fanatizados pela metafísica igualitária que inspirou os mais cruéis episódios revolucionários da História.



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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Saladino ocupa a Cidade Santa – A perda de Jerusalém 3

Jerusalém medieval
Jerusalém medieval



continuação do post anterior: Saladino intimidado pela determinação dos defensores

A Rainha de Jerusalém acompanhada pelos barões e cavaleiros, vinha depois dele; Saladino respeitou-lhe a dor e dirigiu-lhe palavras cheias de bondade.

A princesa era seguida de um grande número de mulheres, que levavam nos braços os filhinhos e que soltavam gritos lancinantes. Muitas delas aproximaram-se do trono de Saladino:

“Vedes aos vossos pés, disseram elas, as esposas, as mães, as filhas dos guerreiros que retendes prisioneiros. Deixamos para sempre nossa pátria, que eles defenderam com glória; eles nos ajudam a suportar a vida; se os perdermos, perderemos nossa última esperança.

“Se vos dignardes no-los restituir, eles aliviarão as misérias de nosso exílio e não ficaremos mais sem amparo sobre a terra.”

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Saladino intimidado pela determinação dos defensores
– A perda de Jerusalém 2

Detalhe da batalha de Arsur. Eloi-Firmin Féron (1802-1876)
Detalhe da batalha de Arsur. Eloi-Firmin Féron (1802-1876)



continuação do post anterior: Heroica resistência

Balean de lbelin voltou várias vezes; renovou as súplicas e os rogos e sempre encontrou Saladino inexorável.

Um dia, quando os enviados cristãos rogavam-lhe instantemente que aceitasse as condições da sua capitulação, voltando-se para a praça e mostrando-lhes seus estandartes que esvoaçavam nas muralhas, disse-lhes: “Como quereis, que eu conceda condições a uma cidade vencida?”

No entretanto os muçulmanos foram derrotados e repelidos. Balean encorajado pelo feliz êxito que os cristãos acabavam de obter, disse ao sultão:

“Vedes que Jerusalém tem ainda defensores; se não pudermos obter de vós nenhuma misericórdia, tomamos uma resolução terrível e os excessos de nosso desespero vos encherão de terror.

“Esses templos e palácios que quereis conquistar serão completamente destruídos; todas as nossas riquezas que excitam a ambição e avidez dos sarracenos serão presa das chamas.

“Destruiremos a mesquita de Ornar, a pedra misteriosa de Jacó, objeto do vosso culto, será quebrada e reduzida a pó. Jerusalém possui cinco mil prisioneiros muçulmanos; todos eles perecerão pela espada.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Heroica resistência – A perda de Jerusalém 1

Balian de Ibelin, carregando o jovem rei Balduino V.
Balian de Ibelin, carregando o jovem rei Balduino V.



1187: chegara o momento em que Jerusalém devia de novo cair em poder dos infiéis. Todos os muçulmanos pediam a Maomé esse último triunfo de Saladino.

Depois de ter tomado Gaza e várias fortalezas das vizinhanças, o sultão reuniu seu exército e marchou para a Cidade Santa.

Uma rainha em pranto, os filhos dos guerreiros mortos na batalha de Tiberíades, alguns soldados fugitivos, alguns peregrinos vindos do Ocidente, eram os únicos guardas do Santo Sepulcro.

Um grande número de famílias cristãs que tinham deixado as províncias devastadas da Palestina, enchiam a capital e bem longe de lhe dar auxílio, só serviam para aumentar a perturbação e a consternação que reinava na cidade.

Saladino aproximava-se da Cidade Santa; antes mandou vir à sua presença os principais habitantes e lhes disse:

“Eu sei, como vós, que Jerusalém é a casa de Deus; não quero profaná-la com o derramamento de sangue; abandonai suas muralhas e eu vos entregarei uma parte de seus tesouros, dar-vos-ei muitas terras que podereis cultivar. Não podemos, responderam-lhe eles, ceder-vos uma cidade onde nosso Deus morreu; menos ainda podemos vendê-la”.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Europa no século XXI: pepineira de soldados da guerra santa do islã !

Três jihadistas franceses conclamam os muçulmanos da França para irem lutar na Síria,
em vídeo de propaganda do Estado Islâmico.



O jornal parisiense Le Figaro calculou que cerca de 1.600 franceses estão engajados nas fileiras da guerra santa islâmica e que mais de 100 deles já foram mortos.

Os mais recentes casos seriam dois adolescentes de 12 e 14 anos, que partiram para o Oriente há dois anos junto com a mãe, originária da região de Toulouse.

A jihad (guerra santa islâmica) em princípio é uma guerra divinamente enlouquecida e sem retorno. Os 100 islamitas que partiram da Franca e perderam a vida na Síria ou no Iraque foram recenseados pelos serviços antiterroristas gauleses.

A taxa de mortalidade dos jihadistas franceses é especialmente alta, talvez pelo fanatismo exibido, como também é alto o número de voluntários de Alá partidos do território francês que estão combatendo: 450 ainda estão lá e 260 teriam voltado para recrutar novos guerreiros.

Mais dois irmãos maiores de idade, originários de Trappes, departamento de Yvelines, na periferia de Paris, perderam recentemente a vida em combate.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Infidelidades dos cruzados põem em risco o reino de Jerusalém

Reynaud de Chatillon cruzado intrépido mas discolo, por imprudência desperdiçou muitas de suas empresas e pôs em risco o reino cristão
Reynaud de Chatillon cruzado intrépido mas discolo,
por imprudência desperdiçou muitas de suas empresas
e pôs em risco o reino cristão



Mas, enquanto de um lado impeliam seus inimigos para além do deserto, novos perigos ameaçavam-nos do lado da Síria. Nur al-din, à força de lisonjas e de promessas, se tornara senhor de Damasco e essa cidade fazia-o temível a todos os povos das vizinhanças.

Entretanto (ano 1154) as colônias cristãs ficaram por algum tempo num estado de inação que parecia paz.

O único acontecimento notável dessa época, foi a expedição de Renaud de Chatillon, Príncipe de Antioquia, à ilha de Chipre.

Renaud e seus cavaleiros precipitaram-se de improviso sobre uma população pacífica e desarmada.

Aqueles guerreiros bárbaros, não respeitavam as leis, nem da religião, nem da humanidade e saquearam as cidades, os mosteiros e as igrejas, e voltaram a Antioquia carregados de despojos de um povo cristão.

Renaud tinha empreendido essa guerra ímpia, para se vingar do imperador grego, que ele acusava de não ter mantido suas promessas.

Ao mesmo tempo, no ano 1156, o Rei de Jerusalém fez uma excursão que não feria menos as leis da justiça.

Algumas tribos árabes tinham obtido dele e de seus predecessores a faculdade de dar pastagem a seus rebanhos na floresta de Panéias. Há muitos anos eles viviam em perfeita segurança, confiando na fé dos tratados.

De repente Balduino e seus cavaleiros apareceram de espada na mão, atacando aqueles pastores desarmados; massacraram os que resistiram, dispersaram os demais e voltaram a Jerusalém com os rebanhos e os despojos dos árabes.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Cruzados quase perdem a cidade de Ascalon
que praticamente tinham conquistado

Mapa político do Próximo Oriente em 1135 com os estados cruzados
Mapa político do Próximo Oriente em 1135 com os estados cruzados



Os latinos, muitas vezes dirigiram seus exércitos contra Ascalon, o baluarte mais firme do Egito, do lado da Síria.

O rei Balduino III, seguido por seus cavaleiros, se havia dirigido àquele lugar, com a intenção de devastar seu território. A aproximação dos cristãos suscitou o terror entre os habitantes, o que inspirou ao rei de Jerusalém a determinação de sitiar a cidade.

Mandou imediatamente mensageiros a todas as cidades cristãs, comunicando sua empresa, inspirada por Deus e rogando aos guerreiros que se reunissem ao exército.

Barões e cavaleiros acorreram imediatamente; os prelados e os bispos da Judéia e da Fenícia, vieram também tomar parte na santa expedição; o patriarca de Jerusalém ia-lhes à frente, levando a verdadeira cruz de Jesus Cristo.

A cidade de Ascalon erguia-se em círculo à beira-mar e tinha do lado da terra, muralhas e torres inexpugnáveis; todos os habitantes estavam exercitados na arte da guerra, e o Egito, que tinha grande interesse na conservação daquela praça, para lá mandava quatro vezes por ano, víveres, armas e soldados.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Bispo nigeriano: o terço derrotará o Islã

D. Oliver Dashe Doeme, bispo da diocese de Maiduguri, Nigéria:
o terço está nos dando a vitória contra o terrorismo do Islã




Dom Oliver Dashe Doeme, bispo da diocese de Maiduguri, nordeste do estado de Borno, na Nigéria, disse ter visto Cristo lhe oferendo uma espada para combater a organização islâmica Boko Haram (figurativamente = “a educação ocidental ou não-islâmica é um pecado”), que aterroriza o país. Ele narrou o fato à agência Catholic News Agency.

Quando ele pegou a espada, ela se transformou no Terço de Nossa Senhora. O Terço é o instrumento chave para afastar o terrorismo islâmico do país. Ele deve ser rezado até que o islamismo desapareça da Nigéria, explicou.

Fato análogo aconteceu na Áustria, ocupada pelos soviéticos após a II Guerra Mundial: a cruzada de orações do Rosário foi tão bem sucedida que os invasores comunistas abandonaram o país que haviam dominado com seus tanques e suas botas.

Dom Olivier estava rezando o Rosário diante do Santíssimo Sacramento na sua capela pessoal quando teve a visão.

Segundo ele, Jesus de início nada disse, mas lhe ofereceu a espada. “Assim que peguei no gládio, ele se transformou num terço” e Jesus repetiu três vezes: “O Boko Haram irá embora”.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Nur ad-Din: exemplo de despota islâmico
zelota contra o cristianismo

Nur al-din, Sultão de Damasco, foge num animal de carga dos cavaleiros Godfrey Martel e Hugh de Lusignan o Velho
Nur al-din, Sultão de Damasco, foge num animal de carga
dos cavaleiros Godfrey Martel e Hugh de Lusignan o Velho



Nur ad-Din, filho de Zenghi, que se havia apoderado da cidade de Edessa, antes da segunda Cruzada, tinha herdado as conquistas de seu pai e as tinha aumentado com seu valor.

Ele foi educado por guerreiros que tinham jurado derramar seu sangue pela causa do profeta; quando ele subiu ao trono, lembrou a austera simplicidade dos primeiros califas.

“Nur ad-Din, diz um poeta árabe, unia o heroísmo mais nobre à mais profunda humildade. Quando ele orava no templo, seus súditos julgavam ver um santuário em outro santuário.”

Ele encorajava as ciências, cultivava as letras, e procurava fazer florescer a justiça nos seus territórios.